Forças russas iniciam uso de drones Geran-5 em novos ataques na Ucrânia

Novas táticas das forças russas incluem o uso de drones Geran-5 com propulsão a jato, gerando preocupações sobre a escalada do conflito na região.

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12/01/2026, 15:23

Autor: Felipe Rocha

Uma representação dramática de um drone Geran-5 em ação, lançando mísseis sobre uma paisagem devastada da Ucrânia, enquanto nuvens escuras se acumulam no céu, simbolizando a crescente tensão bélica. O cenário deve incluir elementos de destruição e a silhueta de conflagração ao fundo, criando uma atmosfera apocalíptica.

No dia de hoje, as forças russas começaram a implementar uma nova estratégia de ataque na Ucrânia ao empregar drones Geran-5, que são modificados para utilizar propulsão a jato, aumentando sua eficiência e alcance. Essa nova adição à já controversa lista de equipamentos militares da Rússia é um indicativo claro da evolução das táticas de combate usadas no conflito, que permanece um dos mais intensos da atualidade. Os drones Geran-5 estão sendo utilizados não apenas para ataques aéreos, mas também têm a capacidade de disparar mísseis contra aeronaves adversárias, como o F-16, gerando preocupações adicionais em relação ao equilíbrio de poder na região.

Os detalhes sobre o custo e a quantidade de mísseis utilizados na guerra são absolutamente alarmantes. Estimativas apontam que cada míssil Kalibr, outro item de destaque no inventário russo, custa cerca de 2 milhões de dólares, o que representa um número significativo em comparação ao número de escolas ou professores que poderiam ser pagos com esse montante. Se considerarmos que a Rússia teria lançado cerca de 800 mísseis Kalibr durante o conflito, isso se traduz em um custo potencial de aproximadamente 1,6 bilhão de dólares, o que poderia significar a contratação de algo em torno de 160.000 professores em um ano, elevando questões sobre prioridades e gastos em tempo de guerra.

Além disso, novos relatórios de inteligência sugerem que a Rússia está avaliando opções de lançamento do Geran-5 a partir de porta-aviões, especificamente do modelo Su-25, para aumentar ainda mais o alcance e reduzir custos. Contudo, essa ideia foi recebida com ceticismo, especialmente considerando o estado atual da frota russa de porta-aviões. O Kuznetsov, a principal embarcação desse tipo, enfrenta sérios problemas operacionais, passando mais tempo em docas de reparo ou em situações prejudiciais do que navegando efetivamente em ações que possam influenciar o resultado da guerra.

O uso de drones kamikazes, como o Geran-5, altera significativamente a dinâmica da guerra moderna. Comumente, os porta-aviões são vistos como alvos estratégicos em um duelo naval; no entanto, à luz da tecnologia atual, eles podem se tornar cada vez mais obsoletos e vulneráveis. A aposentadoria de porta-aviões pela Rússia, com a justificativa de que eles não se adaptam à guerra moderna, aponta para um reconhecimento de que a superioridade aérea pode ser alcançada através de novas abordagens tecnológicas e táticas.

Enquanto isso, a situação na Ucrânia permanece tensa, e muitos analistas já estão alertando sobre a possibilidade de uma escalada maior do conflito, que poderia levar a uma terceira guerra mundial. Tais comentários refletem um sentimento crescente entre os especialistas e a população sobre a natureza humana e o impulso incessante para somar mais instrumentos de destruição. Essa perspectiva sombria leva a questionamentos sobre como os líderes mundiais priorizam seus interesses e poder, ao mesmo tempo em que negligenciam o bem-estar de seus cidadãos.

A triste realidade dessa história é que, apesar do avanço tecnológico, a guerra humaniza pouco as interações entre nações; pelo contrário, ela nos mostra talvez o aspecto mais sombrio da natureza humana: a criatividade em encontrar novas e devastadoras formas de causar danos. A cada dia que passa, mais se intensificam os debates sobre a necessidade de uma resposta europeia robusta em termos de defesa e segurança, sob o temor de um panorama global em que a falta de preparação e reação pode expor nações e povos a perigos ainda maiores.

Neste contexto, os esforços para modernizar as defesas em resposta a tais desenvolvimentos são mais pertinentes do que nunca, e a urgência para que os países europeus invistam em suas capacidades defensivas está em alta, considerando a escalada de tensões que desafiam a estabilidade no continente e, potencialmente, em todo o mundo.

Fontes: BBC Brasil, The Guardian, Folha de São Paulo, Al Jazeera, Reuters

Resumo

As forças russas iniciaram uma nova estratégia de ataque na Ucrânia, utilizando drones Geran-5, que agora contam com propulsão a jato, aumentando sua eficiência e alcance. Esses drones não apenas realizam ataques aéreos, mas também podem disparar mísseis contra aeronaves adversárias, como o F-16, levantando preocupações sobre o equilíbrio de poder na região. O custo dos mísseis Kalibr, estimado em 2 milhões de dólares cada, é alarmante, com cerca de 800 lançados durante o conflito, totalizando aproximadamente 1,6 bilhão de dólares. Relatórios indicam que a Rússia está considerando lançamentos do Geran-5 a partir de porta-aviões, embora essa ideia enfrente ceticismo devido ao estado da frota russa. O uso de drones kamikazes está mudando a dinâmica da guerra moderna, tornando os porta-aviões vulneráveis. A situação na Ucrânia continua tensa, com analistas alertando para a possibilidade de uma escalada do conflito. A guerra revela a natureza sombria da humanidade e destaca a necessidade urgente de uma resposta europeia robusta em defesa e segurança, à medida que as tensões globais aumentam.

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