09/01/2026, 16:43
Autor: Ricardo Vasconcelos

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Educação, está novamente no centro das atenções políticas, com sua possível candidatura nas eleições de 2026. O Partido dos Trabalhadores (PT) o vê como uma figura proeminente que pode representar seus interesses, porém, o cenário está longe de ser unânime. O debate sobre sua viabilidade tanto para o Senado quanto para o governo de São Paulo está aquecido, gerando tanto expectativas quanto ceticismo entre os eleitores e analistas políticos.
Haddad enfrenta um contexto político complicado. Entre os eleitores, muitos expressam descontentamento com suas anteriores atuações e a percepção de que ele ainda carrega em sua imagem a sombra de sua administração anterior, marcadamente ligada a imposições de taxas que não agradaram a todos. Um dos comentários salientou que "se for Haddad pra governador de SP é melhor nem lançar candidatura", refletindo um sentimento de que sua imagem pode ser um obstáculo significativo. Outros, preocupados com a efetividade de sua campanha, questionaram se ele poderia vencer mesmo se seu oponente fosse alguém amplamente impopular.
O consenso entre os críticos parece ser que o candidato enfrenta uma rejeição considerável entre os paulistas, especialmente entre aqueles do interior, onde muitos acreditam que uma candidatura do PT seria vista com ceticismo ou mesmo desprezo. A ideia de um "demônio" contra Haddad foi evocado por alguns cidadãos, ilustrando a polarização que permeia a política paulista. "Os paulistas, em especial do interior, se tiver um candidato do PT vs o demônio, eles vão votar no demônio", foi a opinião contundente de um comentarista.
No entanto, o ex-ministro da Educação também possui defensores que argumentam que mesmo uma candidatura ao Senado seria uma estratégia arriscada em um momento em que as chances da esquerda foram repetidamente desafiadas no cenário político. Um analista sugeriu que Haddad "teria mais chances no Senado", onde duas cadeiras estão em jogo nas próximas eleições, embora ressalte que a competição será feroz com nomes como Marina Silva, Simone Tebet e até Eduardo Bolsonaro na disputa.
Por outro lado, alguns apoiadores do ex-prefeito ainda veem valor estratégico em lançar Haddad para um cargo executivo, insistindo que a linha entre a vitória e a derrota não é tão clara. "Perder de pouco em SP é tão importante quanto ganhar no Nordeste", comentou um apoiador, argumentando que mesmo um desempenho modesto poderia ser usado como palanque para fortalecer a candidatura à presidência do seu partido. A ideia é que uma boa performance em São Paulo poderia ajudar a consolidar o apoio nacional do PT, especialmente em um contexto onde a direita se tornou fortemente consolidada.
Contudo, Haddad ainda é visto como uma figura polarizadora. Críticas ao seu estilo e abordagem mudaram a percepção pública em relação a ele. Em uma análise crítica, um observador escreveu: "O senhor 'Não conheço a Shein, só a Amazon’ tem o carisma de uma pedra". Essas percepções fazem parte de um debate mais amplo sobre o que os eleitores esperam de seus candidatos e quais atributos são cruciais para conquistar a confiança nas próximas eleições. A necessidade de um candidato que conecte não apenas com os cidadãos de São Paulo, mas também que represente adequadamente os interesses mais amplos do Brasil é um desafio que Haddad também terá que enfrentar, independentemente de sua estratégia em busca de um cargo.
A escolha do PT em potencialmente nomear Haddad envolve uma série de considerações estratégicas além do que se vê à superfície. Enquanto muitos críticos apregoam que a presença de Haddad em um cargo executivo poderia resultar em uma derrocada política, os adeptos acreditam que sua experiência é valiosa e que ele pode, de fato, servir um papel fundamental na assistência ao partido em suas ambições mais amplas. Ele já demonstrou capacidade de mobilização e um entendimento profundo do cenário político brasileiro. Assim, mesmo em meio a uma maré de ceticismo e críticas, Haddad continua a ser um candidato que não pode ser facilmente ignorado, deixando as próximas movimentações eleitorais em São Paulo com um misto de expectativa e incerteza. A decisão do PT e o posicionamento de Haddad nas eleições de 2026 será essencial para moldar o futuro político do estado e do partido em uma arena cada vez mais competitiva e polarizada.
Fontes: Folha de São Paulo, Estadão, G1
Detalhes
Fernando Haddad é um político brasileiro, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Educação. Membro do Partido dos Trabalhadores (PT), ele tem sido uma figura proeminente na política nacional, conhecido por suas políticas educacionais e por sua gestão na capital paulista. Haddad também foi candidato à presidência em 2018, enfrentando desafios significativos em sua carreira política, incluindo críticas sobre sua administração e a polarização de sua imagem entre os eleitores.
Resumo
Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Educação, está sendo considerado como um potencial candidato nas eleições de 2026 pelo Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, sua viabilidade é questionada, especialmente devido ao descontentamento de muitos eleitores com suas gestões anteriores. Críticas à sua imagem e a percepção de que ele poderia enfrentar rejeição significativa, especialmente entre os eleitores do interior paulista, complicam sua trajetória. Apesar disso, alguns defensores acreditam que uma candidatura ao Senado poderia ser mais promissora, dado o cenário político desafiador. A polarização em torno de Haddad é evidente, com opiniões divergentes sobre sua capacidade de conectar-se com os eleitores. Enquanto críticos apontam para sua falta de carisma, apoiadores argumentam que sua experiência pode ser valiosa para o PT. A decisão do partido sobre sua candidatura será crucial para o futuro político tanto de Haddad quanto do PT em um ambiente eleitoral cada vez mais competitivo.
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