Exército implementa dólares da liberdade para alimentação dos soldados

O Exército dos EUA introduz um novo sistema de cartões chamados dólares da liberdade, que, embora projetado para facilitar as refeições, gera dúvidas sobre os custos reais aos soldados.

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11/02/2026, 22:51

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cozinha militar moderna e movimentada, com soldados em uniforme servindo-se de refeições saudáveis em pratos coloridos, enquanto um banner exibido no fundo diz "Dólares da Liberdade". A cena é animada, com um grupo de soldados rindo e se divertindo, incentivando um ambiente positivo em uma cantina do Exército.

Recentemente, o Exército dos Estados Unidos anunciou uma nova política em relação à alimentação dos soldados, denominada "dólares da liberdade". Este novo sistema, semelhante a um cartão de refeição, visa simplificar a maneira como os soldados pagam suas refeições nas novas cantinas militares, chamadas de locais de alimentação estilo campus. Contudo, essa mudança vem acompanhada de uma série de questionamentos sobre a verdadeira liberdade que esses dólares representam.

De acordo com a proposta, cada soldado receberá um crédito diário de até 39 dólares — ou 47, dependendo de ajustes e inflação, conforme referido pelos soldados em discussões sobre a política. Essa quantia é retirada dos salários dos militares, sendo um valor fixo destinado ao pagamento de refeições nos refeitórios. A ideia é que, ao invés de receber alimentação gratuita, os soldados agora gerenciem um limite diário que pode acabar incentivando uma prática de "use ou perca". Qualquer montante não utilizado no dia deve ser gasto até o final do mesmo, o que tem levantado preocupações sobre a eficácia e os custos reais da alimentação nas instalações.

A mudança para o sistema de dólares da liberdade foi discutida em diversos comentários, onde muitos militares e veteranos expressaram suas preocupações sobre a proposta. Alguns argumentaram que a nomenclatura poderia ser enganosa, visto que o dinheiro que os soldados "recebem" na verdade é deduzido de seus salários. Além disso, existem críticas sobre as desigualdades percebidas entre os diferentes tipos de membros das Forças Armadas, já que oficiais não recebem a mesma quantia para alimentação que os soldados alistados.

A nova estrutura de alimentação levanta comparação com planos de refeições encontrados em instituições universitárias, levando alguns a acreditar que o Exército está implementando um modelo que não apenas retira capital dos soldados, mas o faz de forma a maximizar os lucros dos refeitórios militares. O Exército, em resposta à avalanche de críticas, defendeu que o novo sistema será mais eficiente, mas há quem argumente que a mudança é mais uma maneira de reduzir custos e aumentar a renda das cantinas militares.

Muitos soldados e especialistas em militares se perguntam quando foi a última vez que o Exército forneceu alimentação gratuita uma vez que a questão parece ser mais complexa do que aparenta. Historicamente, os soldados têm recebido uma ajuda de custo básica para subsistência, conhecida como BAS, mas a maioria dos alistados vê esse subsídio ser descontado do salário e acaba dependendo das instalações militares. A falta de alimentação livre para todos os membros da força defesa suscita questionamentos sobre a ética desse sistema e sua adequação para um modelo que deve garantir o bem-estar dos que servem o país.

As novas cantinas foram projetadas para maximizar a variedade e a qualidade dos alimentos oferecidos aos soldados, mas essa variedade nem sempre se traduz em um benefício real, uma vez que os preços podem aumentar dependendo da demanda, levando à insatisfação generalizada entre os militares. Além do mais, a necessidade de pagar por cada item em vez de ter acesso a refeições gratuitas tem gerado descontentamento e desconforto em relação à política alimentar do Exército.

As informações reveladas pela porta-voz do Comando de Material do Exército, Kim Hanson, afirmam que a política de dólares da liberdade surgiu como uma forma de adaptar os refeitórios militares a modelos modernos de alimentação que são utilizados por universidades e outras instituições. Esta mudança, contudo, sendo mais uma maneira de implementar deduções em salários já limitados, sublinha a constante tensão entre as necessidades de uma força militar e suas operações financeiras.

A implementação deste novo sistema gerou uma série de reações mistas dentro da comunidade militar. Enquanto alguns veem a proposta como uma modernização necessária, outros a encaram como uma forma disfarçada de reduzir os benefícios necessários para aqueles que arriscam suas vidas pela nação. O debate sobre a verdadeira eficácia dos dólares da liberdade e o que realmente representa em termos de liberdade financeira para os soldados continua, e possivelmente moldará a maneira com que novas políticas de alimentação podem ser criadas no futuro.

Fontes: Folha de São Paulo, Task & Purpose, militares americanos

Resumo

O Exército dos Estados Unidos anunciou uma nova política de alimentação para soldados, chamada "dólares da liberdade", que funciona como um cartão de refeição. Cada soldado receberá um crédito diário de até 39 dólares, retirado de seus salários, para pagar refeições em cantinas militares. Essa mudança tem gerado questionamentos sobre a verdadeira liberdade que esses dólares representam, já que os soldados devem gastar o montante diariamente, sob o risco de perder o valor não utilizado. Críticas surgiram sobre desigualdades entre oficiais e soldados alistados, além de preocupações sobre a eficácia e os custos reais da alimentação. A nova política é comparada a planos de refeições universitárias, levantando dúvidas sobre a intenção do Exército em maximizar lucros nas cantinas. A porta-voz Kim Hanson defendeu a mudança como uma adaptação a modelos modernos de alimentação, mas muitos soldados e especialistas se mostram céticos, considerando a proposta uma forma de reduzir benefícios essenciais. O debate sobre a eficácia dos dólares da liberdade e seu impacto no bem-estar dos militares continua.

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