Exército dos EUA usa laser para derrubar drone da Patrulha Fronteiriça

O Exército dos EUA foi acusado de utilizar um laser para abater um drone da Patrulha Fronteiriça, levantando preocupações sobre segurança e protocolos.

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27/02/2026, 03:36

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cena dramática em um céu azul, com um laser verde cortando o ar em direção a um drone sendo abatido. No fundo, nuvens escuras e um gesto de urgência de controladores aéreos em um centro de comando. A imagem retrata a seriedade e a complexidade das operações aéreas de segurança na fronteira dos EUA, evocando emoções de tensão e vigilância.

Uma série de eventos recentes envolvendo o uso de tecnologias militares e a segurança pública dos Estados Unidos chamou a atenção de legisladores e cidadãos. Membros do Congresso divulgaram informações indicando que o Exército dos EUA usou um laser para derrubar um drone operado pela Patrulha Fronteiriça (CBP) próximo a El Paso, Texas. Essa ação levou a Administração Federal de Aviação (FAA) a tomar medidas imediatas, encerrando temporariamente o tráfego aéreo na área e levantando questões sobre a coordenação entre as agências de segurança.

O uso de lasers por parte das forças armadas americanas não é algo novo, mas a utilização dessa tecnologia no espaço aéreo doméstico é incomum e suscita preocupações. Na quinta-feira, durante uma audiência no Congresso, ficou claro que a operação envolvendo o laser aconteceu em um cenário de crescente vigilância na fronteira, onde a CBP tem usado drones para monitorar atividades ilegais, como a entrada de imigrantes e o tráfico de drogas pelos cartéis mexicanos. Recentemente, a agência tinha derrubado um drone sem comunicar a FAA, levando a uma série de questões sobre a necessidade de maior comunicação entre as instituições.

A situação se complica quando se considera o contexto de alertas de segurança nos Estados Unidos. Alguns comentaristas levantaram dúvidas sobre a capacidade das agências de segurança pública de equilibrar a vigilância adequada com a efetividade operacional, especialmente em um ambiente onde o terrorismo e atividades ilícitas são uma preocupação constante. “Por que estamos vendo esse tipo de ação agora, em um momento em que os alertas de ataque terrorista estão tão altos?”, questionou um dos comentaristas, enfatizando as lacunas de financiamento e recursos para as operações de segurança.

Ainda que as razões por trás da derrubada do drone não tenham sido totalmente esclarecidas, muitos especulam sobre a possibilidade de que ele estivesse ligado ao tráfico de drogas ou a atividades de cartéis mexicanos. A falta de clareza sobre a propriedade dos drones abatidos pela CBP importa, pois indica uma falha na comunicação, não apenas entre o Exército e as autoridades civis, mas também com a própria comunidade de segurança. “De quem eram os drones que foram derrubados?”, questiona a narrativa predominante entre os críticos da situação, que teme um cenário onde a segurança nacional se sobreponha à necessidade de protocolos claros e respeitados.

As consequências para a segurança aérea são graves. O fechamento do espaço aéreo em El Paso é um erguer de bandeira vermelha sobre como o uso de tecnologias militares pode interferir em operações civis. Os especialistas em segurança aérea alertam que a falta de coordenação pode resultar em tragédias. Uma série de incidentes, como a derrubada de um drone, mesmo que justificada em termos de segurança, pode culminar em um desastre aéreo se não houver um sistema de comunicação robusto entre as agências.

Alguns comentadores foram mais longe em suas críticas, afirmando que esse tipo de operação com soldados e distintas unidades de defesa requer um nível de planeamento superior. A falta de aviso adequado para a FAA pode levantar riscos desnecessários para a aviação comercial, algo que todos concordam ser essencial para a segurança dos cidadãos. As vozes que pedem por uma revisão de protocolos e uma maior transparência entre as militares e os civis estão se tornando cada vez mais necessárias.

Diante de toda essa discussão, o atual estado do sistema de segurança nos Estados Unidos revela uma necessidade urgente de revisão das estratégias adotadas, assim como um desejo por soluções que conciliem tecnologia de ponta com operações seguras. O incidente com o uso de lasers e drones destaca as fragilidades na comunicação das diversas entidades responsáveis pela segurança do espaço aéreo e convida a uma reflexão mais profunda sobre as práticas atuais e a responsabilidade de cada órgão governamental envolvido.

Perante um tema de tamanha gravidade, fica claro que a utilização de armas e tecnologia militar deve ser cuidadosamente considerada, principalmente em um contexto onde civis e operações aéreas se cruzam. O desafio agora será encontrar um equilíbrio que assegure as fronteiras do país sem comprometer a segurança e a mobilidade de milhões de cidadãos.

Fontes: The New York Times, CNN, Los Angeles Times

Resumo

Recentes eventos envolvendo o uso de tecnologias militares nos Estados Unidos levantaram preocupações sobre a segurança pública. O Exército dos EUA utilizou um laser para derrubar um drone da Patrulha Fronteiriça (CBP) próximo a El Paso, Texas, levando a FAA a interromper temporariamente o tráfego aéreo na região. Essa ação gerou questionamentos sobre a coordenação entre as agências de segurança, especialmente em um contexto de crescente vigilância na fronteira. A CBP tem utilizado drones para monitorar atividades ilegais, mas a falta de comunicação com a FAA ao derrubar drones levanta preocupações sobre a eficácia das operações de segurança. Especialistas alertam para os riscos que a falta de coordenação pode trazer para a aviação civil. Críticos pedem uma revisão dos protocolos de segurança e maior transparência entre as operações militares e civis. O incidente destaca a fragilidade na comunicação entre as entidades responsáveis pela segurança do espaço aéreo e a necessidade urgente de encontrar um equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção da mobilidade dos cidadãos.

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