EUA invadem Venezuela e seus atos violam direito internacional

A ONU criticou a recente operação dos EUA para capturar Nicolás Maduro, afirmando que fere normas internacionais e aumentando as tensões na América Latina.

Pular para o resumo

06/01/2026, 18:40

Autor: Ricardo Vasconcelos

A imagem retrata uma cidade venezuelana em crise, com pessoas caminhando por ruas desertas, segurando bandeiras e cartazes de protesto, refletindo a insatisfação popular. No fundo, uma representação do edifício da ONU, misturado com símbolos de intervenção militar. A atmosfera é tensa, simbolizando a luta dos cidadãos contra a opressão e sua busca por liberdade.

Em um desdobramento recente que gerou reações fervorosas na comunidade internacional, os Estados Unidos realizaram uma operação para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A ação, segundo especialistas, viola normas fundamentais do direito internacional, o que levou a ONU a expressar preocupações a respeito da integridade territorial da Venezuela. A porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, destacou que “os Estados não devem ameaçar nem usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”. Contudo, esse posicionamento acaba sendo interpretado como insuficiente por muitas vozes que consideram que tal declaração não terá impacto significativo nas práticas da administração de Trump.

Desde que a crise política e humanitária na Venezuela se intensificou, com a oposição alegando que Maduro usurpa o poder, a preocupação com a política externa dos EUA na América Latina aumentou. Os comentários nas redes sociais refletem um ceticismo generalizado sobre a validade das intervenções dos EUA sob a égide do direito internacional. Um usuário pontuou que “O direito internacional só serve para conflitos de países sem bomba atômica”, sugerindo que potências nucleares parecem estar acima de tais normas. Essa percepção gera um apelo para um debate mais profundo sobre os padrões que as potências mundiais seguem quando se trata de intervir em conflitos internos de outras nações.

Os críticos da abordagem dos EUA argumentam que a intervenção pode criar precedentes perigosos. Um comentário levantou questões sobre como as autoridades norte-americanas poderiam utilizar a mesma lógica para classificar organizações criminosas, como o PCC e o CV, como terroristas. Isso poderia justificar intervenções e ações mais agressivas, desencadeando ainda mais conflitos em uma região já marcada por tensões.

O cenário se complica ainda mais quando se considera que a governança em situações de crise muitas vezes ignora as preocupações legítimas da população civil. Embora muitos venezuelanos anseiem por uma mudança de regime e melhores condições de vida, e a intervenção externa possa ser vista como uma oportunidade, a história recente de intervenções militares na região não traz muitas promessas de sucesso. Um utilizador se lembrou das intervenções no Iraque, Irã e Libéria, enfatizando que esses precedentes traçam um caminho de destruição e instabilidade.

A ONU, vista por alguns como um “pai irresponsável” neste cenário, enfrenta a crítica de que ver sua autoridade racializada e desvalorizada frente a ações de superpotências é um reflexo da impotência da organização diante do que alguns críticos chamam de “narcisismo internacional” dos EUA. “Trump, pare com isso... Compreensível, tenha um bom dia”, representa a frustração de muitos que sentem que a ONU não possui poder suficiente para mudar as ações de governos como o dos EUA.

Como as potências do mundo reagem ao agir em nome de “segurança nacional”, há uma necessidade urgente de um diálogo global sobre o verdadeiro significado do respeito à soberania nacional e o impacto que ações unilaterais podem ter sobre nações vulneráveis. O que está em jogo é mais do que a captura de um líder, mas o futuro de milhões que vivem em circunstâncias de opressão e miséria.

Enquanto isso, a resposta dos Estados Unidos foi clara. Segundo autoridades norte-americanas, a operação foi absolutamente conforme as normas da constituição dos EUA, acreditando que essa abordagem é justificada em nome da segurança nacional. Essa linha de raciocínio levanta questões sobre o papel do direito internacional em um mundo onde as potências estabelecidas frequentemente agem em seu próprio interesse, ignorando o impacto que suas decisões têm sobre os países que habitam em condições problemáticas.

Este episódio destaca a complexidade da política internacional contemporânea, onde o equilíbrio entre segurança e direitos humanos frequentemente se perde. O foco agora se volta não apenas para a captura de Maduro, mas para um exame mais amplo de como a comunidade internacional, incorporando tanto a ONU como nações individuais, deve responder a crises de direitos humanos sem comprometer a soberania dos Estados envolvidos. Assim, o mundo observa, segurando a respiração, enquanto as consequências dessas ações começam a se desdobrar na tumultuada realidade social e política da Venezuela.

Fontes: G1, Folha de São Paulo, BBC News, The Guardian

Resumo

Em uma recente operação, os Estados Unidos tentaram capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, gerando reações intensas na comunidade internacional. Especialistas apontam que essa ação viola normas do direito internacional, levando a ONU a expressar preocupações sobre a integridade territorial da Venezuela. A porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, afirmou que os Estados não devem ameaçar ou usar a força contra a independência política de qualquer país. No entanto, muitos consideram essa declaração insuficiente, especialmente à luz da política externa dos EUA na América Latina. Críticos alertam que essa intervenção pode criar precedentes perigosos e levantar questões sobre como os EUA poderiam classificar organizações criminosas como terroristas. Embora muitos venezuelanos desejem uma mudança de regime, a história de intervenções militares na região não é promissora. A ONU enfrenta críticas por sua aparente impotência diante das ações dos EUA, e há um apelo por um diálogo global sobre soberania nacional e o impacto de intervenções unilaterais. A resposta dos EUA defende a operação como alinhada à sua constituição, levantando questões sobre o papel do direito internacional em um cenário onde potências agem em seus próprios interesses.

Notícias relacionadas

Uma imagem impactante mostrando militares dos EUA em um caminhão blindado, cercados por contêineres marcados com símbolos de guerra e sanções, enquanto aviões de combate sobrevoam ao fundo. No céu, uma nuvem de fumaça em forma de um dólar gigante paira sobre uma escola, simbolizando o custo da guerra no futuro das crianças e da sociedade.
Política
Presidente busca aumentar orçamento militar para um trilhão e meio de dólares
A proposta de aumento do orçamento militar para USD 1,5 trilhão até 2027 gera polêmica sobre o uso de fundos e eficácia das guerras.
08/01/2026, 13:03
Uma imagem impressionante que retrata os líderes dos Estados Unidos e da China em uma sala de reuniões tensa, com mapas da Índia e Paquistão, enquanto um exército se mobiliza ao fundo. Em destaque, uma bandeira do Paquistão e uma representação de armamentos. As expressões em seus rostos refletem preocupação e estratégia, simbolizando a complexidade das relações internacionais em um contexto militar.
Política
Paquistão busca ajuda americana em meio a ataques da Operação Sindoor
Documentos revelam intenso lobbying do Paquistão junto aos EUA durante os ataques da Operação Sindoor, refletindo pânico em Islamabad.
08/01/2026, 12:59
Uma cena impressionante mostrando uma sala de negociações internacional, com representantes de vários países em discussão acalorada. Na mesa, papéis contêm gráficos e símbolos de tarifas e sanções. De um lado, bandeiras dos EUA e da Índia, enquanto do outro estão China e Rússia formando uma aliança estratégica. O clima é tenso, mas ao mesmo tempo esperançoso, refletindo as complexas relações internacionais.
Política
Trump anuncia sanções severas à Rússia e tarifas extremas na Índia
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, apresenta um projeto de lei propondo tarifas de até 500% na Índia, provocando controvérsias no comércio internacional.
08/01/2026, 12:57
Uma cena dramática em frente ao Palácio da Casa Branca, com protestos em massa ocorrendo. Diversas bandeiras de países se destacam entre a multidão, simbolizando o descontentamento global. Pessoas seguram cartazes com dizeres como "Os EUA não são mais nossos aliados" e "Isolamento não é segurança". O céu está nublado, refletindo a tensão do momento, enquanto alguns policiais observam ao fundo, prontos para intervir.
Política
EUA se retiram de 66 organizações globais, incluindo 31 da ONU
O presidente Donald Trump tomou a polêmica decisão de retirar os EUA de 66 organizações internacionais, provocando reações sobre o futuro da diplomacia americana.
08/01/2026, 12:55
Uma cena vibrante no Capitólio dos EUA, com deputados debatendo acaloradamente, cartazes com mensagens de apoio ao Obamacare ao fundo, e uma atmosfera carregada de tensão política, representando a luta pelo futuro dos subsídios de saúde.
Política
Nove deputados republicanos avançam votação sobre subsídios do Obamacare
Nove membros do Partido Republicano na Câmara dos Representantes se rebelaram e uniram-se aos democratas para impulsionar a votação da extensão do Obamacare.
08/01/2026, 12:53
Uma cena de protesto diante de um escritório da ICE, com cartazes exigindo justiça para Renee Good, enquanto manifestantes seguram velas em memória da vítima. Ao fundo, a polícia observa com preocupação, refletindo a tensão de um momento carregado de emoção e clamor por mudança.
Política
ICE envolvida em homicídio de cidadã americana gera clamor por justiça
O caso de Renee Nicole Good, cidadã americana morta por agentes da ICE em Minnesota, levantou um forte clamor nacional e críticas da dupla de deputadas Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar.
08/01/2026, 12:47
logo
Avenida Paulista, 214, 9º andar - São Paulo, SP, 13251-055, Brasil
contato@jornalo.com.br
+55 (11) 3167-9746
© 2025 Jornalo. Todos os direitos reservados.
Todas as ilustrações presentes no site foram criadas a partir de Inteligência Artificial