Congressistas exigem revelação total de arquivos de Jeffrey Epstein

Dois congressistas pedem a um juiz que nomeie um especialista para forçar o DOJ a liberar todos os documentos de Jeffrey Epstein após descumprimento de prazos.

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09/01/2026, 18:07

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cena dramática de um tribunal, com o juiz em destaque e congressistas em pé, debatendo fervorosamente sobre pilhas de documentos e arquivos confidenciais, simbolizando a luta pela transparência na justiça. O ambiente é tenso, refletindo a gravidade das acusações e a necessidade de revelação total dos registros.

No cenário atual da política americana, a questão da transparência em investigações governamentais ganhou novo fôlego com a petição de dois congressistas, que solicitam a um juiz federal o nome de um especialista para assegurar a revelação total dos arquivos de Jeffrey Epstein. O financista, que se tornou símbolo de escândalos sexuais envolvendo figuras proeminentes, teve suas evidências envoltas em mistério por tempo excessivo. O pedido foi lançado na quinta-feira, 12 de outubro, pelo representante democrata Ro Khanna, da Califórnia, e o representante republicano Thomas Massie, do Kentucky, ambos chamando a atenção para a falta de cumprimento do Departamento de Justiça (DOJ) à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

Em uma carta enviada ao juiz Paul Engelmayer, do Tribunal de Distrito dos EUA, os representantes expressaram suas preocupações sobre a conduta do DOJ, descrevendo-a como uma "violação flagrante" das obrigações de divulgação que deveriam ter sido cumpridas até o prazo estabelecido em 19 de dezembro do ano passado. A ausência do cumprimento fez com que Khanna e Massie afirmassem que “o DOJ não pode ser confiável para fazer divulgações obrigatórias sob a Lei”, levando a uma desconfiança ampla sobre a veracidade dos dados apresentados pela referida agência governamental.

Os congressistas ressaltaram que o DOJ alegou ter liberado apenas 12.285 documentos, correspondendo a menos de 1% de todos os arquivos relacionados a Epstein. A quantidade de materiais alegadamente sob revisão pelo DOJ é impressionante, com dois milhões de documentos em fila para análise. Essa discrepância gerou dúvidas acerca da real situação da liberação de documentos, levantando questões sobre o que realmente está sendo escondido. "Porque esses números são autorrelatados e internamente inconsistentes com representações anteriores, há suspeita razoável de que o DOJ exagerou o escopo dos materiais responsivos", continuaram.

A troca de cartas entre os congressistas e o juiz também trouxe à luz a falta de relatórios exigidos pelo DOJ, fundamentais para uma supervisão adequada do que foi retido ou por quais razões. Os representantes solicitaram que o monitor independente tivesse autoridade para relatar ao tribunal sobre a extensão da produção de documentos, revelando assim a verdadeira natureza da situação e se houve omissões ou comportamentos inadequados.

O clamor por maior transparência é um reflexo da frustração pública com a falta de confiança nas autoridades e um desejo generalizado de que possíveis criminosos – especialmente os que ocupam altos cargos – enfrentem as consequências de suas ações. Em um contexto onde figuras influentes frequentemente escapam da responsabilidade, a liberação dos arquivos de Epstein poderia ser um passo significativo em direção à justiça e responsabilização. A resposta negativa do DOJ, que os representantes argumentam ser um reflexo de interesses próprios, gerou um clamor urgente para que a justiça faça o que é esperado dela: servir e proteger o povo.

A iniciativa dos congressistas Khanna e Massie não é apenas um chamado à ação; é um indicativo da tensão crescente entre as agências federais e os ramos do governo que deveriam estar colaborando. Quando legisladores pedem supervisão judicial sobre o DOJ, isso implica uma falta de confiança nas operações da própria agência, gerando questões sobre a eficácia e a moralidade do sistema de justiça como um todo.

Entusiastas da liberdade de informação estão ansiosos pela resposta do juiz, uma vez que resultados positivos poderiam sinalizar uma nova era de transparência e responsabilidade no governo dos Estados Unidos. Com muitos clamando pela liberação de nomes associados ao escândalo de Epstein, a necessidade de um processo independente é mais evidente do que nunca, com vozes em todo o país pedindo que a verdade venha à tona, não importa quão desconfortáveis sejam as revelações.

A discussão acalorada nas esferas políticas sobre esses documentos destaca a necessidade crítica de reformas que garantam que a lei seja respeitada. Para muitos, a liberação confidencial de documentos associados a figuras públicas e seus comportamentos é não apenas uma questão de justiça, mas um testamento da integridade de um sistema que busca a verdade acima de tudo. É evidente que o escândalo de Epstein não é apenas uma questão de passado, mas um reflexo das fragilidades do presente e das instituições de poder que ainda governam os Estados Unidos.

Nesse cenário, o clamor popular por um movimento decisivo para liberar os arquivos segue crescendo, enquanto a pressão sobre os responsáveis pela justiça não dá sinais de abrandar. Os próximos passos do tribunal e do DOJ serão cruciais para definir a trajetória desse caso que já se provou ser tão complexo quanto impactante para a sociedade a longo prazo.

Fontes: The New York Times, Washington Post, CNN, NPR

Detalhes

Ro Khanna

Ro Khanna é um político americano e membro da Câmara dos Representantes dos EUA, representando o estado da Califórnia. Ele é conhecido por suas posições progressistas e seu trabalho em questões como tecnologia, direitos civis e transparência governamental. Khanna é um defensor da liberdade de informação e frequentemente se envolve em debates sobre a responsabilidade das agências governamentais.

Thomas Massie

Thomas Massie é um político dos Estados Unidos, membro da Câmara dos Representantes pelo estado do Kentucky. Ele é conhecido por suas visões libertárias e seu foco em questões de liberdade individual e responsabilidade governamental. Massie é um crítico frequente do governo federal e defensor da transparência nas ações do Estado.

Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein foi um financista americano que se tornou amplamente conhecido por sua conexão com escândalos sexuais envolvendo figuras proeminentes. Ele foi preso em 2019 sob acusações de tráfico sexual de menores e morreu em sua cela em circunstâncias controversas. O caso Epstein levantou questões significativas sobre poder, privilégio e a responsabilidade de figuras públicas.

Resumo

A transparência nas investigações governamentais nos EUA ganhou destaque após a petição de dois congressistas, Ro Khanna e Thomas Massie, que pedem a um juiz federal a nomeação de um especialista para garantir a divulgação completa dos arquivos de Jeffrey Epstein. Os representantes criticaram o Departamento de Justiça (DOJ) por não cumprir a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, alegando que apenas 12.285 documentos foram liberados, o que representa menos de 1% do total. A quantidade de documentos sob revisão pelo DOJ é de cerca de dois milhões, levantando suspeitas sobre a veracidade das informações apresentadas. A falta de relatórios do DOJ e a necessidade de um monitor independente foram ressaltadas pelos congressistas, que buscam maior transparência e responsabilização de figuras proeminentes. O clamor por justiça reflete a frustração pública com a falta de confiança nas autoridades, e a liberação dos arquivos de Epstein é vista como um passo crucial para a responsabilização. A pressão sobre o DOJ e o tribunal continua a crescer, enquanto a sociedade aguarda por respostas.

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