Comandante da Guarda de Vila Velha expressa tristeza por violência contra a mulher

A comandante da Guarda de Vila Velha, Landa Marques, desabafou sua frustração com o aumento da violência de gênero após o trágico assassinato de sua colega Dayse Barbosa.

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25/03/2026, 19:36

Autor: Laura Mendes

Uma imagem impactante de uma vigília silenciosa em homenagem a Dayse Barbosa Mattos, com velas acesas formando uma estrela em um espaço público. Mulheres seguram cartazes com mensagens de conscientização sobre violência de gênero, enquanto um grupo se reúne ao fundo, refletindo a união e a luta pela igualdade e segurança das mulheres.

A recente tragédia que abalou Vila Velha, Espírito Santo, trouxe à tona um tema alarmante e devastador: a violência contra a mulher. Landa Marques, comandante da Guarda Municipal, fez um apelo emocionado durante um vídeo gravado no funeral da sua colega Dayse Barbosa Mattos, que foi brutalmente assassinada por seu namorado, um policial. A morte de Dayse, que ocorreu na madrugada do dia 23 de outubro de 2023, é mais um caso que revela as fragilidades estruturais no combate à violência de gênero no Brasil.

No vídeo, Marques expressou sua indignação ao dizer: “Saio daqui derrotada”, após um dia que deveria ser de resistência e solidariedade, mas que se transformou em um lamento pela perda de mais uma vida. Dayse, de apenas 38 anos, foi morta com cinco tiros na cabeça, enquanto dormia em sua casa. O crime, que terminou com o suicídio do autor, reabriu feridas profundas em uma sociedade que, se por um lado parece avançar na luta pelos direitos femininos, por outro ainda enfrenta uma onda preocupante de violência contra as mulheres. Landa destacou que a situação é insustentável e exige ação imediata.

O crescimento da violência contra a mulher no Brasil não é uma questão isolada. Dados de instituições de pesquisa e segurança pública indicam um aumento alarmante nas estatísticas de feminicídio e violência doméstica. Em resposta ao ato de violência que tirou a vida de Dayse e outros casos semelhantes, como o da policial militar Gisele Alves Santana, a sociedade civil e especialistas clamam por uma reformulação das políticas públicas e pela necessidade de mais conscientização.

A violência de gênero atinge cada vez mais famílias brasileiras, e uma das angústias mais comuns entre mulheres e mães é a preocupação constante com a segurança de suas filhas. Uma mãe que comentou sobre o caso expressou sua dor e medo, refletindo um sentimento compartilhado por muitas: “Eu sou mãe de duas mulheres na faixa dos 20 anos, e só durmo quando elas chegam em casa”. Essa realidade não é apenas uma expressão de cuidado; é um testemunho do estado de alerta perpétuo que as mulheres enfrentam em sua vida cotidiana.

Embora alguns critiquem a falta de ação política efetiva, outros afirmam que a questão exigem não apenas um olhar de gênero, mas um esforço conjunto para coibir a impunidade e a construção de um ambiente seguro para todos. Ouvindo as vozes femininas que clamam por mudança, fica claro que o caminho para a verdadeira igualdade de gênero requer muito mais do que discursos; é um chamado à ação direta e efetiva.

O clamor por mais políticas públicas que atendam especificamente às questões de violência de gênero é urgente. Os comentários nas redes sociais apontaram a necessidade de uma mudança na abordagem política, sendo que muitos acreditam que a melhoria da qualidade de vida das mulheres não virá de um Congresso conservador que frequentemente negligencia as vozes femininas. Com debates sobre a misigonialidade e a urgência por proteção, a necessidade de espaço para que as mulheres sejam ouvidas e respeitadas se torna cada vez mais evidente.

Por outro lado, a mobilização social para campanhas de conscientização e mudança cultural é um passo vital. É imprescindível que a sociedade não fique apenas em discussões, mas tome atitude. Conversas sobre violência de gênero, assédio e injustiça precisam ser levadas para as escolas, universidades e comunidades, convidando toda a população a se engajar na luta por um futuro mais seguro.

As vozes femininas em nossa sociedade, como a de Landa Marques, precisam ser amplificadas. Elas representam a luta das mulheres que, apesar da dor e da perda, continuam a buscar um amanhã melhor e mais seguro. Nossa responsabilidade coletiva é apoiar esta mudança e enfrentar a violência estrutural que, por muito tempo, foi ignorada ou minimizada.

O luto de Dayse e de tantas outras mulheres assassinadas deve se transformar em um motor de mudança. O apelo de Landa deve ressoar por todo o Brasil, refletindo a necessidade urgente de transformação nas políticas públicas e na consciência social. É fundamental que todos se envolvam, pois a luta pela equidade de gênero não é apenas uma causa para as mulheres, mas uma responsabilidade de toda a sociedade.

Fontes: Folha de Vitória, G1, Estadão

Resumo

A tragédia em Vila Velha, Espírito Santo, com o assassinato da policial Dayse Barbosa Mattos, destaca a alarmante violência contra a mulher no Brasil. Landa Marques, comandante da Guarda Municipal, fez um apelo emocionado durante o funeral de Dayse, que foi morta por seu namorado, um policial, em um crime que culminou em seu suicídio. Marques expressou sua indignação e a urgência de ações efetivas para combater a violência de gênero, que continua a crescer no país. Dados indicam um aumento nos casos de feminicídio e violência doméstica, levando a sociedade civil a exigir reformas nas políticas públicas e mais conscientização. Mães compartilham o medo constante pela segurança de suas filhas, refletindo um estado de alerta que permeia a vida cotidiana das mulheres. O clamor por mudanças não se limita a discursos, mas exige mobilização social e um compromisso coletivo para enfrentar a impunidade e promover um ambiente seguro para todos.

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