College Board proíbe uso de óculos inteligentes durante os SATs

O College Board anunciou a proibição do uso de óculos inteligentes durante os exames SAT, gerando debate sobre tecnologia e educação.

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06/02/2026, 13:37

Autor: Laura Mendes

Uma sala de aula moderna, com alunos fazendo o teste SAT, usando materiais tradicionais de escrita e sem dispositivos eletrônicos. Um cartaz em destaque informa sobre a proibição do uso de óculos inteligentes e outros dispositivos. O ambiente deve refletir uma atmosfera de cumplicidade, preocupação e discussão, destacando a relação entre tecnologia e educação.

No dia 15 de março de 2023, o College Board, instituição responsável pela administração do SAT (Scholastic Assessment Test), anunciou oficialmente a proibição do uso de óculos inteligentes durante a aplicação dos testes padronizados, uma medida que já era esperado por muitos educadores e especialistas em tecnologia educacional. Essa decisão surge em meio a uma crescente preocupação com a integridade acadêmica e a potencial utilização de dispositivos tecnológicos para fraudes durante os exames.

Os óculos inteligentes, que apresentam tecnologia avançada, como acesso à internet e capacidade de reconhecimento de voz, foram associados a novas formas de trapaça, levando a instituição a adotar uma política mais rigorosa. Com a inclusão de regras específicas sobre dispositivos eletrônicos nos regulamentos dos testes, a eficácia e a validade dos resultados dos alunos volta a ser debatida. A proibição não se limita apenas aos óculos inteligentes, mas também se estende a todos os dispositivos que possam comprometer a forma de avaliação e as normas de um ambiente de teste justo.

Diversos comentários nas redes sociais refletem a diversidade de opiniões acerca da decisão do College Board. Alguns internautas expressaram surpresa com a necessidade de um aviso formal, afirmando que a proibição deveria ser uma expectativa natural em um contexto de exame. "Claro que estão proibidos", comentou um usuário, enfatizando que a utilização de qualquer tecnologia que proporcionasse acesso a informações externas durante uma prova não é aceitável e compromete o objetivo acadêmico.

Outros, no entanto, levantaram questões sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais que dependem de lentes de prescrição. Com a argumentação de que, para essas pessoas, os óculos inteligentes poderiam ser considerados uma extensão de suas necessidades médicas, a discussão sobre o que constitui um “dispositivo proibido” torna-se ainda mais complexa. A natureza dos acessórios tecnológicos e como eles são utilizados no cotidiano educacional passou a ser uma questão central no debate sobre igualdade de condições para todos os alunos.

Além disso, o impacto da tecnologia na educação continua a ser um foco. Educadores têm discutido se a tecnologia, em vez de uma barreira, poderia ser uma aliada no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, a necessidade de um ambiente de teste inteiramente livre de possíveis influências externas é, para muitos, uma prioridade inegociável para garantir a autenticidade das avaliações.

Vale lembrar que a preocupação com o acesso à informação durante os exames não é um tema novo. Medidas semelhantes foram implementadas em outros contextos, como em provas de concurso e em avaliações para processos seletivos. A realidade de um mundo em que dispositivos móveis e tecnologias da informação se tornaram parte intrínseca da vida cotidiana desafiou instituições acadêmicas a encontrar o equilíbrio entre inovação e a manutenção de altos padrões éticos e acadêmicos.

As vozes críticas à decisão ressaltam também como a questão da digitalização na educação pode levar a um maior controle das instituições sobre a privacidade dos alunos. A introdução de tecnologias em ambientes educacionais, sem questionar suas implicações éticas, pode criar um cenário de vigilância e controle desproporcional.

Por outro lado, a resposta dos alunos e pais à proibição revela um pano de fundo mais amplo sobre como a educação está se adaptando às mudanças tecnológicas. É um claro reflexo das tensões entre inovação e tradição, com indivíduos de diferentes gerações apresentando opiniões divergentes sobre a inclusão ou exclusão de tecnologias nas salas de aula e durante testes.

Conforme a indústria educacional avança, a abordagem do College Board pode servir de modelo ou aviso a outras instituições que buscam regulamentar o uso de tecnologias emergentes em contextos similares. Assim, a expectativa é que outras associações acadêmicas analisem a eficácia da proibição e o seu impacto a longo prazo na formação de uma nova geração de estudantes e profissionais, equilibrando a tecnologia e o desafio da educação.

Com a aproximação da data das provas, os alunos devem preparar-se para atender a novas normas e regulamentos. As mudanças não apenas influenciarão a forma como os testes são conduzidos, mas também a maneira como os estudantes encaram o aprendizado e a aplicação do conhecimento obtido. A educação está em constante evolução e desafios como este da proibição de óculos inteligentes continuam a moldar a experiência acadêmica em todo o mundo.

Fontes: Folha de São Paulo, Estadão, G1

Detalhes

College Board

O College Board é uma organização sem fins lucrativos responsável pela administração de testes padronizados nos Estados Unidos, incluindo o SAT e o Advanced Placement (AP). Fundado em 1900, seu objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior e promover a excelência acadêmica. O College Board também fornece recursos e informações para estudantes, educadores e instituições de ensino.

Resumo

No dia 15 de março de 2023, o College Board anunciou a proibição do uso de óculos inteligentes durante a aplicação do SAT, uma medida esperada por educadores devido a preocupações com a integridade acadêmica e fraudes. Os óculos, que possuem tecnologia avançada, foram associados a novas formas de trapaça, levando à adoção de regras mais rigorosas sobre dispositivos eletrônicos. A proibição se estende a todos os dispositivos que possam comprometer a avaliação justa. A decisão gerou debates nas redes sociais, com alguns usuários considerando a proibição uma expectativa natural, enquanto outros levantaram questões sobre alunos com necessidades especiais que dependem de lentes de prescrição. A discussão sobre a tecnologia na educação continua, com educadores ponderando se ela pode ser uma aliada no aprendizado, mas muitos defendem a necessidade de um ambiente de teste livre de influências externas. A proibição reflete as tensões entre inovação e tradição, à medida que a indústria educacional busca equilibrar o uso de tecnologias emergentes com altos padrões éticos e acadêmicos.

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