28/01/2026, 17:13
Autor: Felipe Rocha

Nos últimos anos, o debate sobre a transição tecnológica das redes de internet no Brasil tem ganhado atenção, especialmente com a crescente pressão por parte dos consumidores por conexões mais rápidas e estáveis. Recentemente, a Claro, uma das principais operadoras de telecomunicações do país, anunciou que vai acelerar a migração de sua infraestrutura de cabo coaxial para fibra óptica, levando a questionamentos sobre o futuro dessa tecnologia e as implicações para milhões de clientes.
A informação foi destacada quando um usuário de internet compartilhou uma experiência em que interagiu com a central de atendimento da Claro. Ele relatou ter recebido uma oferta para aumentar sua velocidade de internet por um custo semelhante, mas ao confirmar a mudança, ficou surpreso ao ser informado de que um técnico visitaria sua casa para substituir seu link de cabo coaxial por fibra óptica. A preocupação do usuário se concentra na possibilidade de que a tecnologia coaxial, considerada mais antiga e menos eficiente, será completamente descontinuada pela operadora.
Diversos comentários de outros usuários ressaltaram a percepção de que a Claro deveria ter desativado as redes de cabo coaxial há bastante tempo, com muitos argumentando que a manutenção de uma rede de fibra ótica (FTTH) é mais prática e econômica a longo prazo. De fato, muitas operadoras no Brasil têm visto a migração para a fibra óptica não apenas como uma atualização necessária, mas também como uma resposta à demanda crescente por um serviço de maior qualidade, dado o aumento no uso da internet para streaming, trabalho remoto e entretenimento.
Um dos comentários destacou que, embora a Claro tenha começado esse movimento, a transição pode ser lenta devido à grande base instalada de cabo coaxial. Além disso, a experiência de um consumidor revela que, mesmo com a tendência, a operadora ainda está vendendo soluções de conectividade que utilizam tecnologia antiga, como E1 e ISDN, o que levanta questões sobre quais segmentos de mercado estão sendo priorizados.
Além das vozes que defendem a modernização, existem também os céticos. Um comentário frisou que, enquanto houver clientes dispostos a aceitar contratos por serviços de qualidade inferior, a operadora não terá motivos para acelerar essa migração. Essa perspectiva sugere que a continuação da utilização de tecnologia antiga pode ser um reflexo de decisões corporativas que priorizam maximização de lucro em vez de serviços otimizados.
A descontinuação da tecnologia de cabo coaxial levanta ainda outros questionamentos sobre a infraestrutura que precisa ser abordada para suportar essa transição. Muitas localidades ao redor do Brasil possuem tubulações e sistemas de cabeamento antigos que podem dificultar a instalação da fibra óptica, criando um desafio logístico significativo. O mesmo usuário que reportou a mudança expressou suas preocupações com a saturação da tubulação em seu prédio antigo, afirmando que vai preferir manter seu sistema de cabo coaxial. Essa situação não é isolada, pois muitos consumidores já enfrentaram problemas semelhantes ao tentar atualizar sua infraestrutura de telecomunicações.
Para a Claro, que ainda compete com vários provedores locais que estão se adaptando rapidamente a essa demanda por velocidade e confiabilidade, cada decisão em relação a sua infraestrutura pode impactar significativamente sua posição no mercado. Se a operadora realmente pretende avançar nessa direção, será necessário engajar em estratégias que minimizem as interrupções no serviço e ofereçam soluções viáveis para os consumidores que ainda utilizam a tecnologia coaxial antiga.
Analistas apontam que essa transição pode levar anos para ser completamente integrada. Dependendo da região, a migração para a fibra pode acontecer de forma mais rápida em áreas urbanas densamente povoadas, enquanto os habitantes de áreas rurais ou menos desenvolvidas podem aguardar mais tempo pela modernização de suas redes. Portanto, enquanto a Claro posiciona sua estratégia no que diz respeito à transformação digital, os usuários devem se preparar para uma possível mudança em um futuro próximo, que não só irá alterar suas opções de internet, mas também a maneira como consumimos dados e nos conectamos uns aos outros.
Com a evolução constante da tecnologia de telecomunicações, resta saber se a decisão da Claro de descontinuar o uso de cabo coaxial e avançar para a fibra ótica será suficiente para atender à crescente demanda por conectividade de alta qualidade no Brasil, ou se outros provedores de internet aproveitarão a oportunidade para capturar o mercado de consumidores insatisfeitos pela lentidão desta transformação. É uma era de transformação digital e a capacidade das operadoras de se adaptarem a essas novas realidades será crucial para o futuro do setor.
Fontes: Folha de São Paulo, TecMundo, Estadão
Detalhes
A Claro é uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, oferecendo serviços de telefonia móvel, fixa e internet. Parte do grupo América Móvil, a Claro tem se destacado pela inovação em tecnologia e pela expansão de sua infraestrutura de rede, incluindo a migração para fibra óptica, visando atender à crescente demanda por conectividade de alta qualidade.
Resumo
Nos últimos anos, o debate sobre a transição tecnológica das redes de internet no Brasil tem se intensificado, especialmente pela demanda por conexões mais rápidas. A Claro, uma das principais operadoras de telecomunicações do país, anunciou que acelerará a migração de sua infraestrutura de cabo coaxial para fibra óptica, gerando questionamentos sobre o futuro dessa tecnologia. Um usuário relatou sua surpresa ao receber uma oferta para aumentar a velocidade de internet, que incluía a substituição do cabo coaxial por fibra óptica. Comentários de outros usuários indicam que a Claro deveria ter desativado as redes de cabo coaxial há muito tempo, considerando a eficiência da fibra. No entanto, a transição pode ser lenta devido à grande base instalada de cabo coaxial e à venda de soluções antigas. A descontinuação do cabo coaxial levanta questões sobre a infraestrutura necessária para suportar a migração. A Claro enfrenta concorrência de provedores locais que se adaptam rapidamente à demanda por serviços de qualidade. A transição para a fibra pode levar anos, especialmente em áreas menos desenvolvidas, e a capacidade da Claro de se adaptar será crucial para seu futuro no mercado.
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