China reafirma posição contrária ao uso de armas nucleares na Ucrânia

China declara sua oposição ao armamento nuclear em meio a tensões entre Rússia e Ucrânia, destacando sua defesa da integridade territorial e paz global.

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26/02/2026, 07:24

Autor: Felipe Rocha

Uma imponente vista da Grande Muralha da China ao entardecer, destacando a tranquilidade do país, contrastada por um fundo dramático de nuvens escuras representando tensões geopolíticas. Em primeiro plano, símbolos de paz como pombas voando e flores brotando entre rachaduras de concreto evocam um desejo de estabilidade em meio à incerteza global.

Em um cenário geopolítico cada vez mais tenso, a China se firmou em sua posição de não utilizar armas nucleares, uma declaração que ressoa em meio a alegações sobre os planos de armamento por parte de países europeus para a Ucrânia. A mensagem, que vem acompanhada por um chamado à paz e à integridade territorial, reflete não apenas a postura chinesa em relação aos conflitos atuais, mas também seu desejo de projetar uma imagem de segurança e estabilidade em um mundo repleto de incertezas.

No contexto atual, a China se posiciona como um defensor da integridade territorial, respaldada por sua histórica recusa em reconhecer os territórios ocupados pela Rússia. Este aspecto é especialmente relevante, pois ao rejeitar a legitimidade das anexações russas, a China também reforça sua posição e reivindicações sobre Taiwan, destacando um paralelismo ideológico entre suas fronteiras e as daqueles que participam na arena global. O xadrez geopolítico atribui importância a cada movimento, e as declarações da China podem ser vistas como um movimento estratégico que visa evitar que outras nações sigam o caminho da militarização nuclear.

A recente declaração da administração chinesa sobre não fazer uso de armas nucleares foi recebida com ceticismo por alguns analistas. O papel da China na dissuasão do uso de armas nucleares por parte da Rússia é considerado um dos principais pontos positivos de sua atuação na diplomacia internacional, como evidenciado por um artigo escrito pelo embaixador ucraniano em Pequim, Olexander Nechytaylo, que elogiou esta posição como crucial para a segurança global. Para ele, a declaração da China serve como um "sinal importante" em tempos incertos, oferecendo uma veia de esperança em um cenário marcado pela desconfiança e pela possibilidade de conflitos nucleares.

Entretanto, surgem questionamentos sobre a sinceridade e a consistência da posição da China. Em contrapartida às suas declarações pacifistas, surgem relatos sobre a operação de reatores nucleares de design russo ao longo da costa da Ilha Matsu, próxima ao Estreito de Taiwan. Esse movimento gera preocupações sobre o uso de plutônio e outras questões de segurança. O fator de armamento nuclear tem um impacto direto nas políticas de segurança de toda a região, levantando preocupações de que o ciclo de militarização possa ser alimentado ainda mais, a não ser que várias potências, incluindo a China, trabalhem ativamente para evitar isso.

Além disso, a interseção do discurso nuclear envolve um ponto delicado: enquanto a China se posiciona contra a proliferação nuclear em palavras, há um crescimento na percepção de que o país pode, ao mesmo tempo, esboçar planos para aumentar seu próprio arsenal, invocando um discurso de segurança nacional. O comentário provocativo que surgiu em resposta à atitude dupla da China, mencionando que o país afirma "não" à construção de armas nucleares para outros enquanto prossegue em seus próprios planos de desdobramentos nucleares, exemplifica a desconfiança em relação a suas intenções.

Os olhos do mundo estão voltados para como a China lidará com seus vizinhos, especialmente Taiwan, onde muitos temem um eventual movimento militar por parte da China nos próximos anos. As afirmações sobre Taiwan serem uma questão interna continuam a cementar o discurso nacionalista do governo chinês, enquanto o horizonte fecha-se para um futuro que pode demandar enormes compromissos diplomáticos e abordagens multifacetadas para evitar um conflito armamentista.

Em suma, a posição da China sobre não utilizar e não desejar que outros países adquiram armas nucleares é um chamado à ação e à reflexão em comunidades internacionais. O fortalecimento da paz deve prevalecer, mesmo enquanto nações se armam sob o manto de segurança. O papel da diplomacia e das alianças se torna mais crucial do que nunca em um cenário onde os temas nucleares ainda dominam discussões e decisões políticas. O que está claro é que a tensão geopolítica e a busca por segurança irão continuar dominando a agenda mundial, e a constante vigilância da comunidade internacional é fundamental para assegurar que a rivalidade não se transforme em um conflito aberto.

Fontes: BBC News, Al Jazeera, The Guardian, Reuters, Folha de São Paulo

Resumo

Em meio a crescentes tensões geopolíticas, a China reafirmou sua posição de não utilizar armas nucleares, em resposta a alegações sobre planos de armamento por parte de países europeus em relação à Ucrânia. Essa declaração, que enfatiza a paz e a integridade territorial, reflete a postura chinesa frente aos conflitos atuais e seu desejo de se apresentar como um bastião de segurança em tempos incertos. A China também se posiciona como defensora da integridade territorial, não reconhecendo os territórios ocupados pela Rússia, o que fortalece suas reivindicações sobre Taiwan. No entanto, analistas expressam ceticismo quanto à sinceridade da posição da China, especialmente diante de relatos sobre reatores nucleares próximos a Taiwan. Embora a China declare ser contra a proliferação nuclear, há preocupações sobre um possível aumento em seu próprio arsenal. A situação em Taiwan é delicada, com temores de um movimento militar por parte da China, enquanto o discurso nacionalista do governo continua a prevalecer. A comunidade internacional deve permanecer vigilante para evitar que a rivalidade se transforme em conflito aberto.

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