19/01/2026, 13:59
Autor: Laura Mendes

O chefe da polícia de Minneapolis, Brian O'Hara, manifestou sua indignação ao assistir a um vídeo polêmico que mostra oficiais do Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) retirando à força uma mulher, a cidadã americana Aliya Rahman, de seu veículo durante uma abordagem. O incidente, que ocorreu enquanto Rahman se dirigia a uma consulta médica, gerou um clamor nas redes sociais e acendeu a discussão sobre os limites da ação do ICE e a proteção dos direitos civis nas comunidades marginalizadas.
Em seu depoimento, O'Hara revelou sua frustração com a situação. Ele declarou que ficou "furioso" ao observar homens abordando uma mulher que, visivelmente, estava em uma condição vulnerável. "Se esses policiais trabalhassem para mim, eles estariam com problemas agora", disse O'Hara, explicitando uma clara reprovação à conduta dos oficiais federais. Sua declaração não apenas reflete uma preocupação com a abordagem do ICE, mas também lança luz sobre a tensão crescente entre as forças de aplicação da lei locais e federais na cidade.
O vídeo da detenção é queixas similares de abusos por parte de agentes do ICE. Ele rapidamente se espalhou pelas mídias sociais, onde muitos internautas defenderam que a abordagem foi desnecessária e, de fato, abusiva, considerando que na ocasião, a mulher estava incapacitada devido a sua deficiência. O advogado de Aliya Rahman também comentou sobre a situação, afirmando que ela ficou completamente sobrecarregada, confundida com as ordens conflitantes dos oficiais do ICE.
A resposta ao vídeo gerou reações polarizadoras em Minneapolis. Enquanto O'Hara expressa indignação, muitos cidadãos criticar O'Hara por parecer fazer apenas declarações vazias sem agir para proteger as comunidades afetadas. Comentários na internet apontam que a posição do chefe da polícia pode ser vista como insuficiente em um momento em que muitos sentem que as autoridades já falharam em proteger seus cidadãos dos abusos cometidos por forças federais.
Na mesma linha de crítica, várias vozes na mídia comunitária e em grupos organizados de direitos civis acusaram a polícia de cooperação com o ICE, alegando que isso representa um risco para a segurança de todos, especialmente para aqueles cuja segurança e liberdade estão sendo comprometidos. Algumas partes da população começaram a ver a presença da ICE em Minneapolis como uma força ocupante, com a polícia local não apenas assistindo, mas potencialmente facilitando essas intervenções.
Além disso, a tragédia que se desenrola nas ruas de Minneapolis invoca lembranças de eventos passados, como a brutalidade policial observada em protestos e ações de indignação social que marcaram os últimos anos. A lembrança do assassinato de George Floyd e a subsequente onda de protestos contra a brutalidade policial entraram em um novo capítulo, onde agora a luta não é apenas contra a polícia, mas também contra a natureza extremamente militarizada da imigração neste país.
Muitos defensores dos direitos civis estão clamando por uma mudança real na maneira como as abordagens da polícia e do ICE são conduzidas, reivindicando uma resposta mais forte da liderança local. "A comunidade precisa ver nossos oficiais não apenas guardando a ordem, mas também protegendo a dignidade e os direitos dos cidadãos", disse uma ativista local em uma assembleia comunitária. "Está na hora de os líderes tomarem uma posição verdadeira e não apenas aquecerem cadeiras enquanto assistem a isso acontecer."
Com a polarização política exacerbada e a crescente desconfiança em relação à autoridade, cada vez mais pessoas estão se perguntando quais serão as consequências para os agentes do ICE e como as forças de lei e ordem vão se desenrolar sob a pressão da sociedade que exige mudança. A luta pelos direitos civis continua, e as cenas que ocorreram na última semana em Minneapolis refletem o embate em andamento entre pessoas que se sentem ameaçadas e aqueles que têm a responsabilidade de protegê-las.
Fontes: Folha de São Paulo, The New York Times, BBC, The Guardian
Resumo
O chefe da polícia de Minneapolis, Brian O'Hara, expressou indignação ao assistir a um vídeo que mostra oficiais do Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) retirando à força a cidadã americana Aliya Rahman de seu veículo durante uma abordagem. O'Hara ficou "furioso" com a situação, destacando a vulnerabilidade da mulher e criticando a conduta dos oficiais federais. O vídeo gerou um clamor nas redes sociais, onde muitos consideraram a abordagem abusiva, especialmente devido à condição de deficiência de Rahman. A resposta polarizadora em Minneapolis incluiu críticas a O'Hara por suas declarações, consideradas insuficientes por alguns cidadãos que sentem que as autoridades falharam em proteger os direitos civis. Organizações de direitos civis também acusaram a polícia de colaborar com o ICE, aumentando a percepção de que a presença do ICE na cidade é opressiva. A situação evoca lembranças de brutalidade policial, como no caso de George Floyd, e levanta questionamentos sobre a necessidade de mudança nas abordagens do ICE e da polícia local.
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