Celebridades expressam apoio ao ativismo no Globo de Ouro com pins

Celebrações dos Golden Globes deste ano contaram com a presença de estrelas como Ariana Grande e Mark Ruffalo, que vestiram pins 'ICE OUT' e 'BE GOOD' em um ato de protesto contra a política de imigração do governo.

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12/01/2026, 14:38

Autor: Laura Mendes

Uma cena vibrante do tapete vermelho dos Golden Globes, repleta de celebridades usando bottons com os dizeres

Na noite de 7 de janeiro de 2023, o Globo de Ouro, um dos mais famosos eventos da indústria do entretenimento, tornou-se um palco para manifestação de críticas contundentes contra as políticas de imigração dos Estados Unidos, especificamente o Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). Celebridades como Ariana Grande, Mark Ruffalo e outros utilizaram pins com os dizeres ‘ICE OUT’ e ‘BE GOOD’, simbolizando sua oposição à administração atual, que tem sido amplamente criticada por sua abordagem agressiva em relação aos imigrantes. Esses pins tornaram-se um símbolo de resistência e despertaram um debate acalorado sobre o papel das figuras públicas em questões sociais.

Mark Ruffalo, conhecido por seu ativismo político, não hesitou em se manifestar abertamente sobre os problemas que o país enfrenta, indo além de um simples gesto de solidariedade. Em seu discurso no tapete vermelho, ele denunciou o ICE e o ex-presidente Donald Trump, chamando-o de "estuprador" e evocando a urgência de uma luta mais intensa por direitos humanos. Suas declarações ecoaram entre os presentes, levando muitos a acreditar que ele fez o máximo que pôde em meio a um evento repleto de glamour.

Contudo, as reações aos protestos foram diversas. Muitos críticos destacaram que, apesar do simbolismo dos pins, o impacto real sobre as questões de direitos civis e imigração pode ser limitado quando as vozes que se levantam são de celebridades que desfrutam de imensa riqueza e proteção. Algumas opiniões indicaram que esses gestos podem ser mais para mostrar que estão "falando sobre o assunto" do que para provocar uma mudança significativa. Uma comentarista expressou sua frustração, afirmando que "silêncio é cumplicidade", questionando o porquê de não haver mais ações concretas durante uma plataforma tão elevada.

A insatisfação com a falta de ação agressiva foi evidente em comentários que defendiam um boicote ao evento. Um usuário sugeriu que, se os artistas realmente quisessem fazer uma declaração, poderiam ter organizado um protesto mais significativo ao invés de apenas usar bottons. Em vez de simplesmente permanecer à margem do tapete vermelho, a proposta era sequestrar a narrativa do evento com algo que realmente atraísse a atenção da mídia, forçando uma discussão mais profunda sobre as políticas da Administração.

No entanto, é importante considerar a complexidade da situação. Embora os performs do tapete vermelho e as premiações sejam frequentemente vistas como oportunidades para discutir questões sociais, levar isso para o nível das ações concretas é uma tarefa incrivelmente difícil. Gestos simbólicos, mesmo que considerados insufficientes por alguns, ainda são valiosos, pois podem inspirar diálogos e chamar atenção para problemas que, de outra forma, poderiam ser ignorados. Essa aparição pública representa um passo na direção certa, mesmo que muitos achem que ainda há muito mais a ser feito.

A presença de grandes nomes de Hollywood, aplaudidos pelo público, levanta questões sobre a responsabilidade social das celebridades. Afinal, quando se tem uma plataforma tão significativa, qual é o dever moral de usar essa influência? Até que ponto esses protestos informais podem catalisar ações mais drásticas e impactantes? Se por um lado a utilização de pins mostra uma vontade de diálogo e vulnerabilidade, por outro, ela expõe as divisões entre as experiências de vida dos artistas e as realidades enfrentadas por muitos.

A noite não foi apenas sobre glamour, mas também sobre um apelo pela mudança. A polarização da opinião pública em relação ao ICE e às políticas de imigração reflete um ambiente nacional que está longe de ser unificado. Enquanto muitos aplaudem os esforços das estrelas para chamar atenção para esses problemas, outros sentem que o impacto poderia ser muito mais forte e direto.

Assim, os Golden Globes deste ano não apenas celebraram o melhor do cinema e da televisão, mas também serviram como lembrete de que a luta por justiça e igualdade continua. As estrelas de Hollywood, armadas com pins de protesto, alçaram suas vozes em uma tentativa de se envolver em questões sociais críticas, ressaltando a necessidade de um debate mais robusto e ações concretas para combater as injustiças enfrentadas na sociedade moderna.ústria do entretenimento deve ser observada não apenas por sua capacidade de entreter, mas também por seu potencial de provocar discussões essenciais sobre o futuro do país e do mundo.

Fontes: The Hollywood Reporter, Variety, CNN

Detalhes

Mark Ruffalo

Mark Ruffalo é um ator e ativista americano, conhecido por seus papéis em filmes como "Os Vingadores" e "O Lobo de Wall Street". Além de sua carreira no cinema, Ruffalo é um defensor ativo de várias causas sociais, incluindo direitos humanos e questões ambientais. Ele frequentemente usa sua plataforma para abordar injustiças sociais e políticas, tornando-se uma voz influente em debates públicos sobre temas críticos.

Ariana Grande

Ariana Grande é uma cantora, compositora e atriz americana, reconhecida por sua poderosa voz e sucesso na indústria da música pop. Desde o início de sua carreira, Grande conquistou diversos prêmios e quebrou recordes de vendas. Além de sua música, ela também se envolve em questões sociais, utilizando sua influência para apoiar movimentos de direitos civis e igualdade.

Resumo

Na noite de 7 de janeiro de 2023, o Globo de Ouro se tornou um palco para críticas às políticas de imigração dos Estados Unidos, especialmente em relação ao Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). Celebridades como Ariana Grande e Mark Ruffalo usaram pins com mensagens de protesto, simbolizando sua oposição à administração atual. Durante o evento, Ruffalo denunciou o ICE e o ex-presidente Donald Trump, chamando-o de "estuprador" e enfatizando a urgência da luta por direitos humanos. As reações foram mistas, com críticos argumentando que gestos simbólicos podem ter impacto limitado, sugerindo que ações mais concretas seriam necessárias. A insatisfação com a falta de ação mais agressiva levou a propostas de boicote ao evento, questionando o papel das celebridades em questões sociais. Apesar das críticas, os gestos simbólicos ainda são vistos como importantes para inspirar diálogos sobre problemas frequentemente ignorados. Assim, os Golden Globes deste ano não apenas celebraram o entretenimento, mas também ressaltaram a necessidade de um debate mais profundo sobre justiça e igualdade na sociedade moderna.

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