Carlos Bolsonaro enfrenta rejeição de 50 por cento em Santa Catarina

Pesquisa revela que metade dos catarinenses considera Carlos Bolsonaro um oportunista político, destacando divisões ambíguas sobre suas intenções no estado.

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02/04/2026, 12:01

Autor: Ricardo Vasconcelos

Um grupo diversificado de cidadãos reunidos em uma praça em Santa Catarina, alguns segurando cartazes com mensagens políticas. O céu está claro e ensolarado, enquanto os cidadãos debatem fervorosamente em um ambiente que mistura esperança e desapontamento. Uma expressão de incerteza é visível nos rostos de alguns, simbolizando a tensão política no estado.

Um recente levantamento realizado pela AtlasIntel revelou que aproximadamente 50% dos entrevistados em Santa Catarina acreditam que Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está agindo por oportunismo político. Esta percepção aponta para um claro ceticismo em relação às suas intenções de concorrer a um cargo público no estado. O estudo, realizado entre os dias 25 e 30 de março, entrevistou 2.195 pessoas e apresenta uma margem de erro de 2%. De acordo com os resultados, apenas 25,6% dos entrevistados consideram Carlos Bolsonaro a melhor alternativa para Santa Catarina, enquanto cerca de 20,6% acreditam que suas ações podem ser vistas como uma estratégia política legítima, mas questionável.

A rejeição a Carlos Bolsonaro se insere em um contexto maior de apreensão política que permeia Santa Catarina. A história política do estado tem sido marcada por fortes polarizações, frequentemente entre partidos tradicionais como PMDB e PP, com a presença da esquerda, como o PT, se tornando cada vez mais marginal. O exato posicionamento de Carlos Bolsonaro e sua proveniência do Rio de Janeiro levantam questionamentos sobre seu conhecimento e entendimento da realidade catarinense. Os comentários de eleitores em diversas plataformas refletem um descontentamento generalizado, onde muitos questionam sua capacidade de conectar-se com as preocupações locais.

"É impressionante como a classe política bolsonarista catarinense aceita Carlos Bolsonaro como candidato, mesmo sem apresentar propostas concretas que beneficiem o estado", afirmou um eleitor que se declarou surpreso com a aceitação do candidato. A falta de um compromisso claro com os interesses de Santa Catarina é um ponto de crítica recorrente entre os cidadãos que se opõem à sua candidatura. Comentários também mencionaram a possibilidade de que Carlos Bolsonaro tenha procurado Santa Catarina por ser um bastião da direita, onde ele poderia ter maiores chances de sucesso, dada a predominância de votos conservadores. "Aqui, a direita é praticamente hegemônica, com pouquíssimos espaços para discussão de propostas de esquerda", destaca um comentarista.

Além disso, a migração em massa de figuras políticas de direita para o estado tem causado inquietação entre os cidadãos. A crença de que os políticos estão se estabelecendo em Santa Catarina unicamente para explorar seu potencial eleitoral trouxe à tona um sentimento de que o estado poderia estar se tornando um "curral eleitoral" para oportunistas. “Carlos é mais um que vem aqui em busca de oportunidades para se manter no jogo político, sem realmente se preocupar com o povo catarinense”, afirmou outro eleitor.

Comentários sobre desinformação e desvio da verdade em relação ao legado político da família Bolsonaro também estão entre os tópicos abordados por esses cidadãos. Muitos relataram que as narrativas que predominam na mídia e nas redes sociais frequentemente são manipuladas, distorcendo a realidade dos eventos políticos e de governança. Essa desinformação é vista como uma tática que serve para manter os apoiadores desinformados sobre questões fundamentais. Um comentário mencionou a prevalência de fake news e a recepção positiva de informações distorcidas, atividades que, segundo críticos, têm contribuído para um cenário político mais polarizado e irracional.

Frente a esses desafios, o comportamento dos cidadãos de Santa Catarina é observado com uma mistura de esperança e desilusão. Enquanto a pesquisa revela áreas de resistência em relação a Carlos Bolsonaro, também é um reflexo de uma maior questão sobre a mobilização política e o engajamento cívico em tempos de crise. A capacidade dos eleitores de discernir entre propostas genuínas e estratégias políticas superficiais se torna essencial em um cenário democrático cada vez mais complexo.

Nesse contexto, Carlos Bolsonaro se posiciona como uma figura polarizadora, trazendo à tona uma exploração do que significa ser um político em um estado onde os desafios estruturais e sociais se entrelaçam com manobras eleitorais. A contínua superexposição e a presença da sua figura nas mídias sociais intensificam essas dinâmicas, levando os cidadãos a refletirem novamente sobre a representação política e a autenticidade. Com as eleições se aproximando, a situação permanecerá sob os holofotes, enquanto Carlos Bolsonaro tenta conquistar a confiança de um eleitorado que, segundo os dados, está dividido e endurecido em suas crenças.

Fontes: CNN Brasil, Folha de São Paulo, AtlasIntel, datafolha, O Estado de S. Paulo

Resumo

Um levantamento da AtlasIntel revelou que cerca de 50% dos entrevistados em Santa Catarina veem Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como um oportunista político. Apenas 25,6% consideram-no a melhor opção para o estado, enquanto 20,6% acreditam que suas ações são uma estratégia política legítima, mas questionável. A rejeição a Carlos se insere em um contexto de polarização política, onde sua origem do Rio de Janeiro levanta dúvidas sobre seu entendimento da realidade catarinense. Eleitores expressam descontentamento com a falta de propostas concretas e a percepção de que sua candidatura é uma exploração do potencial eleitoral do estado, visto como um "curral eleitoral" para políticos de direita. A desinformação e a manipulação de narrativas sobre a família Bolsonaro também foram mencionadas, contribuindo para um cenário político polarizado. A pesquisa reflete a complexidade do engajamento cívico em tempos de crise, com os cidadãos de Santa Catarina divididos em suas opiniões sobre a autenticidade e a representação política.

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