06/02/2026, 15:20
Autor: Felipe Rocha

No cenário atual das telecomunicações brasileiras, a Brisanet tem ganhado destaque, não apenas pela qualidade de seus serviços, mas também por um aspecto que gera crescente insatisfação entre seus clientes: o uso da tecnologia CGNAT (Carrier-Grade Network Address Translation). O CGNAT, que permite que múltiplos usuários compartilhem um único endereço IP público, tem se tornado um assunto quente entre os clientes da operadora, que frequentemente buscam maneiras de obter um endereço IPv4 público para suas aplicações pessoais, como câmeras de segurança e servidores privados. Os comentários de usuários nas redes sociais expõem uma realidade cheia de frustrações e soluções alternativas.
Um dos comentarios mais comuns é a busca por soluções caseiras para lidar com o CGNAT. Um usuário menciona que a instalação de um roteador próprio com configuração adequada poderia, teoricamente, permitir o uso do IPv6 nativo, uma alternativa que poderia contornar o problema. “Vi uns carinhas falando que eles têm IPv6 nativo, basta colocar outro roteador e configurar a WAN em IPoE que funciona”, relata um cliente esperançoso. Apesar de simples, essa alternativa pode não ser viável para todos os usuários, especialmente aqueles que não têm conhecimentos avançados em configuração de redes.
Contudo, muitos usuários enfrentam uma dura realidade: a necessidade de pagar um valor adicional para obter um IP Público, com informações sugerindo que a Brisanet cobra, em média, R$50 a mais na mensalidade para liberar esse recurso. “Apenas pagando, eles adicionam 50 reais na mensalidade”, afirma um dos clientes, destacando como essa cobrança é um impeditivo para muitos que apenas buscam acessar suas câmeras de segurança remotamente. Essa prática tem gerado críticas, levando os consumidores a se questionarem sobre a transparência e as políticas de preços da operadora.
Outra estratégia sugerida por vários usuários é a utilização de serviços de DNS dinâmico (DynDNS). Optar por essa alternativa, também mencionada em comentários, pode demandar algum investimento, mas em muitos casos se revela menos custoso do que pagar pela liberação do IP Público. “Deve sair mais barato um DynDNS da vida do que pagar um IP público deles”, escreve um usuário que argumenta que essa solução pode ser útil, especialmente para aqueles que precisam gerenciar múltiplos endereços em diferentes locais.
Por outro lado, as opções de suporte também têm sido motivo de descontentamento. Relatos indicam que o atendimento ao cliente muitas vezes é ineficaz, e muitos usuários se sentem desanimados ao tentar resolver questões relacionadas ao CGNAT. Um cliente compartilhando sua experiência diz que é “quase impossível conseguir” uma solução. Ele aconselha a abertura de reclamações formais e até a denúncia na Anatel, ressaltando que é frequentemente no ciclo de insatisfação que surge a possibilidade de negociação: “Vão entrar em contato com você, sempre escolhem os melhores atendentes nesse caso”, comenta.
A realidade do uso do CGNAT se torna ainda mais complicada à medida que as necessidades tecnológicas dos usuários aumentam. Indivíduos que gerenciam recursos mais complexos, como câmeras de segurança em locais remotos, dependendo do acesso a endereços IP públicos, frequentemente encontram barreiras que vão além de uma simples configuração de rede. Clientes mencionaram a estratégia de pagar por uma VPN com port forwarding ou mesmo a criação de uma VPS na nuvem para contornar as limitações impostas pela Brisanet. “Pagar pelo IPv4, contratar uma VPN... pode funcionar”, sugere um comentarista, refletindo a criatividade dos usuários em busca de alternativas.
Entretanto, o acesso a essas tecnologias e a capacidade de implementar soluções adequadas varie bastante entre os usuários, pois nem todos possuem a mesma formação técnica ou recursos financeiros disponíveis. Além disso, muitos sentem que a operadora teria a obrigação de fornecer suporte e soluções mais acessíveis no que diz respeito ao acesso direto ao IPv4. A dependência crescente da internet e da conectividade para atividades cotidianas torna os desafios do CGNAT ainda mais significativos e urgentes.
Com a Brisanet se posicionando como uma relevante provedora de internet no Brasil, as críticas acerca do uso do CGNAT e a dificuldade em acessar endereços IP públicos continuam a crescer. Essa situação não apenas demanda respostas urgentes da empresa, mas também evidência a necessidade de um maior diálogo entre provedores e consumidores, visando adequar os serviços às exigências de um mercado em constante evolução. Por fim, a experiência dos usuários da Brisanet destaca um tema relevante que ecoa entre muitos provedores de internet no país: a diferença entre prometer serviços e a realidade do acesso à tecnologia.
Fontes: TecMundo, Olhar Digital, Anatel, InfoMoney
Detalhes
A Brisanet é uma provedora de internet brasileira, conhecida por oferecer serviços de alta qualidade em telecomunicações, especialmente em áreas menos atendidas. A empresa tem se destacado no mercado por sua infraestrutura e compromisso com a expansão da conectividade, embora enfrente desafios relacionados à satisfação do cliente e à transparência em suas políticas de preços.
Resumo
A Brisanet, operadora de telecomunicações brasileira, tem enfrentado críticas crescentes devido ao uso da tecnologia CGNAT, que permite que múltiplos usuários compartilhem um único endereço IP público. Muitos clientes buscam alternativas para obter um endereço IPv4 público, essencial para aplicações como câmeras de segurança e servidores privados. Entre as soluções sugeridas estão a instalação de roteadores próprios e o uso de serviços de DNS dinâmico, que podem ser mais econômicos do que pagar a taxa adicional de R$50 pela liberação do IP Público. No entanto, o suporte ao cliente tem sido considerado ineficaz, levando os usuários a recorrer a reclamações formais e à Anatel. À medida que as necessidades tecnológicas aumentam, a dificuldade de acesso a endereços IP públicos se torna um tema urgente, evidenciando a necessidade de um diálogo mais eficaz entre a Brisanet e seus consumidores. A situação ressalta a discrepância entre as promessas de serviços e a realidade enfrentada pelos usuários.
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