Block reduz força de trabalho em quase 50% e ações disparam

A empresa Block anunciou uma redução significativa de sua força de trabalho, levando a um aumento de 24% no valor das ações, atraindo a atenção para os impactos das demissões no setor.

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27/02/2026, 05:45

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imagem dramática de uma sala de reunião de uma empresa de tecnologia, com executivos olhando para gráficos de ações em alta, enquanto uma lousa ao fundo lista as palavras "demissões em massa" com um fundo sombrio. Funcionários parecendo preocupados podem ser vistos ao fundo, simbolizando a tensão entre a gestão e a equipe.

As ações da Block, empresa desenvolvedora de soluções financeiras, subiram impressionantes 24% após o anúncio de que a companhia reduzirá sua força de trabalho em quase 50%. O corte drástico, que afetará milhares de funcionários, gerou uma onda de questionamentos sobre a saúde real da empresa e as implicações para o setor de tecnologia e mercado de trabalho mais amplo. A decisão foi comunicada por Jack Dorsey, cofundador da Block, que afirmou que o movimento não decorre de dificuldades financeiras, mas sim de uma transformação nos métodos de trabalho impulsionada pela inteligência artificial. Dorsey esclareceu em declaração pública que, embora a empresa esteja vendo crescimento em métricas de lucro e um aumento na base de clientes, uma mudança essencial nas operações se torna necessária para manter a competitividade e governança. Ao optar por uma demissão em massa, Dorsey justificou que gostaria de agir de forma proativa e honesta em relação às direções futuras da empresa. Conforme sua mensagem, a adoção acelerada de ferramentas de inteligência artificial e a implementação de equipes menores criaram uma nova forma de trabalhar que questiona a necessidade da robustez anterior da corporação. Por outro lado, o mercado reagiu rapidamente, valorizando a ação da Block como um sinal de uma postura financeira mais saudável. Porém, diversos analistas e especialistas em mercado já levantaram críticas sobre a sustentabilidade dessa valorização. De acordo com alguns comentários, o corte de quase metade da equipe pode levantar questões sobre quem irá conduzir todas as operações e se este modelo é realmente viável a longo prazo. A preocupação também recai sobre o efeito em cadeia que essas demissões podem causar no mercado em geral, especialmente numa fase já conturbada para a tecnologia. Com o aumento dossofrimento social e do desemprego estrutural, os especialistas alertam que medidas de corte podem ser vistas como soluções rápidas que ignoram problemas internos mais profundos. Comparações foram feitas com outras gigantes que enfrentaram dilemas semelhantes, como o Twitter, que também passou por demissões em massa sem conseguir se reerguer eficazmente. Há quem afirme que a abordagem da Block pode representar um novo padrão dentro da indústria, onde cortes de empregos se tornaram uma norma em tempos de incerteza econômica e tecnológica. Alguns, no entanto, argumentam que pode ser uma ilusão de fortalecimento do valor das ações no curto prazo, enquanto na realidade a empresa pode estar decepcionando sua base de funcionários e clientes. Além disso, as vozes de preocupação se expandem ao mencionar a necessidade de evitar oscilações severas na economia, com vozes qualificadas prevendo um "apocalipse de demissões" no setor de tecnologia nos próximos anos. Neste contexto, a narrativa da empresa como um exemplo de eficiência possibilitada pela inteligência artificial levanta questões sobre a ética e as consequências sociais de tais decisões. Em uma reflexão mais ampla, a situação da Block enfatiza a complexidade do mercado atual, que parece recompensar as deslocalizações de empregos mesmo enquanto a estabilidade do bem-estar social se torna cada vez mais frágil. Se os cortes de pessoal realmente resultarão em melhorias de produtividade, ou se apenas criarão desafios adicionais no futuro, continua a ser um debate em um ambiente empresarial que é, indiscutivelmente, moldado por novas realidades tecnológicas. À medida que a Block se adentra este novo território, muitos na indústria estão observando de perto, ponderando as lições que poderão ser tiradas dessa experiência, tanto para empresas que buscam otimizar receitas quanto para os trabalhadores cujas vidas e carreiras estão em jogo.

Fontes: Folha de São Paulo, Bloomberg, The Wall Street Journal

Detalhes

Block

A Block, Inc. é uma empresa de tecnologia financeira fundada por Jack Dorsey e Jim McKelvey em 2009. Originalmente conhecida como Square, a empresa oferece soluções de pagamento e serviços financeiros para pequenas e médias empresas. A Block tem se destacado pela inovação em pagamentos digitais e pela adoção de tecnologias como blockchain, visando facilitar transações financeiras e promover inclusão financeira.

Resumo

As ações da Block, empresa de soluções financeiras, tiveram um aumento de 24% após o anúncio de cortes de quase 50% na força de trabalho. Jack Dorsey, cofundador da empresa, afirmou que a decisão não é resultado de dificuldades financeiras, mas de uma transformação nas operações impulsionada pela inteligência artificial. Apesar do crescimento em lucros e clientes, Dorsey justificou que essa mudança é necessária para manter a competitividade. No entanto, analistas levantaram preocupações sobre a sustentabilidade desse modelo, questionando quem irá gerenciar as operações e o impacto que as demissões terão no mercado de trabalho. Comparações com outras empresas, como o Twitter, sugerem que demissões em massa podem não ser a solução ideal. A situação da Block destaca a complexidade do mercado atual, que recompensa cortes de empregos, enquanto a estabilidade social se fragiliza. O futuro da empresa e a eficácia de suas decisões permanecem incertos, gerando um debate sobre as consequências sociais e éticas dessas ações.

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