01/05/2026, 19:26
Autor: Ricardo Vasconcelos

Em um evento que esperava atrair um número significativo de apoiadores, a manifestação da direita na Avenida Paulista, realizada hoje, 5 de outubro de 2023, foi marcada por uma baixa adesão, reunindo apenas 47 pessoas. O ato, organizado pelo grupo Patriotas do QG, teve como um de seus objetivos primordiais impedir a concentração de manifestações em apoio aos trabalhadores na mesma área, mas o resultado foi longe do esperado e gerou uma série de reações irônicas nas redes sociais.
Relatos de quem esteve presente no local indicam que a estrutura montada pelo grupo estava localizada perto do Shopping Cidade Paulista, mas o barulho causado pela presença de apenas um pequeno grupo foi considerado irrelevante, sem qualquer impacto na movimentação habitual da região. Algumas pessoas que passavam pela Avenida Paulista afirmaram que mal se deram conta do evento, tratando-o com indiferença e descrença em relação à sua relevância. Um internauta presente no local comentou: "Tinha realmente quase ninguém, só barulho. Ninguém nem parava pra olhar", refletindo a sensação geral de desinteresse.
Um dos destaques do evento foi o planejamento que antecedeu a manifestação. Informações reveladas nas discussões em torno do ato indicam que a organização tinha reservado a Avenida Paulista com dois anos de antecedência, mas, ao que parece, o tempo não trouxe o resultado positivo esperado em termos de participação popular. Muitos comentaristas se questionaram sobre a eficácia e a intenção de reunir um pequeno grupo em uma área normalmente vibrante e cheia de vida. De acordo com um aporte, "o ideal é criar novos pontos de concentração para manifestações progressistas e criar uma rede de divulgação paralela à mídia tradicional", uma ideia que ressalta a necessidade de estratégias diferentes para mobilizações no atual cenário político.
Entre as ironias que surgiram a partir da baixa adesão ao ato da direita, a caracterização do público foi apontada como uma preocupação. "Aposto que era tudo um bando de velho aposentado que deveria estar no bingo", disse um comentarista, refletindo sobre o perfil dos manifestantes. Além disso, outro participante da discussão criticou a natureza do ato ao afirmar que "o objetivo não era reunir gente. O objetivo era impedir atos pró trabalhadores naquele lugar", destacando a estratégia como uma tentativa de boicote a outras manifestações.
Criticamente, desta vez, os manifestantes da direita não só não conseguiram reunir uma multidão a favor de sua causa, mas também deixaram evidente a falta de mobilização popular efetiva que caracteriza o atual momento político brasileiro. Essa percepção ecoou nas redes sociais, com usuários lembrando que, em contraste, "nas ruas estão fracos, mas no Congresso estão a todo vapor". Essa frase se tornou um mantra entre aqueles que defendem a participação efetiva nas decisões políticas, porque, enquanto a rua não mobiliza grandes quantidades, decisões cruciais podem ser tomadas longe do olhar público.
Além disso, outro aspecto curioso foi a comparação com outros eventos que ocorreram simultaneamente em diferentes locais. Enquanto a Avenida Paulista contava com essa baixa adesão, havia relatos de atos similares em outras partes do Brasil, como Copacabana, onde a presença foi igualmente escassa—provavelmente apenas frações de pessoas em comparação ao fluxo de turistas e moradores. Os observadores se questionaram: "Imagine Shakira amanhã em Copacabana, todo mundo andando querendo relaxar no feriadão, e um aposentado falando abobrinha". Isso evidencia o contraste entre os interesses da população que busca lazer e entretenimento e aqueles que estão mais preocupados com agendas políticas semelhantes às do ato da direita.
As manifestações políticas no Brasil, especialmente em um contexto cada vez mais polarizado, têm sido um termômetro para a expressão popular e a capacidade de organização das diferentes correntes ideológicas. A recente tentativa do grupo Patriotas do QG revela não apenas a fragmentação de apoio à direita, mas também a importância de estratégias que possam agregar de fato uma mobilização mais significativa. O desafio está lançado para todos os setores da sociedade, que devem se unir e encontrar meios eficazes de expressão política, garantindo que as vozes sejam ouvidas, não apenas nas redes sociais, mas nas ruas e centros de decisão do país.
Essa manifestação da direita, considerada uma tentativa de boicote às vozes progressistas, ilustra as complexidades do atual cenário político brasileiro. Há um claro indicativo de que, embora a organização tenha se preparado com antecedência, o resultado pode não ter sido o que os líderes esperavam—abrindo uma porta para a reflexão sobre quais são, de fato, as estratégias que podem levar a um engajamento mais efetivo, especialmente em uma era onde a isolação e a indiferença parecem prevalecer.
Fontes: Folha de São Paulo, O Globo, Estadão
Resumo
A manifestação da direita na Avenida Paulista, realizada em 5 de outubro de 2023, atraiu apenas 47 pessoas, muito abaixo do esperado. Organizada pelo grupo Patriotas do QG, a intenção era impedir a concentração de atos em apoio aos trabalhadores na mesma área, mas a baixa adesão gerou reações irônicas nas redes sociais. Relatos indicam que a estrutura do evento, montada perto do Shopping Cidade Paulista, teve pouco impacto, com transeuntes tratando o ato com indiferença. Apesar de ter reservado o local com dois anos de antecedência, a mobilização não se concretizou, levando a questionamentos sobre a eficácia da estratégia. Comentários nas redes sociais destacaram o perfil dos manifestantes e criticaram a natureza do ato, que parecia mais um boicote a outras manifestações. O evento evidenciou a falta de mobilização popular da direita no Brasil, contrastando com a atividade política no Congresso. Enquanto isso, outras manifestações em locais como Copacabana também apresentaram baixa adesão, refletindo a desconexão entre a agenda política e os interesses da população.
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