Aprovação de Donald Trump sobre política externa atinge mínimo histórico

Nova pesquisa revela que apenas 37% dos americanos aprovam política externa de Trump, refletindo crescente insatisfação com ações internacionais e possíveis impactos no cenário político.

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16/01/2026, 20:18

Autor: Ricardo Vasconcelos

Um grupo de norte-americanos em frente à Casa Branca, expressando frustração com cartazes de protesto sobre a política externa, retratando uma divisão acentuada entre cidadãos insatisfeitos e apoiadores fervorosos, com elementos de representação simbólica de suas preocupações, como globos terrestres e bandeiras rasgadas ao fundo.

Em um desdobramento que pode afetar o futuro da política externa dos Estados Unidos, a aprovação do presidente Donald Trump em relação a sua abordagem internacional atingiu o menor nível já registrado desde seu retorno ao cargo, com apenas 37% dos norte-americanos expressando satisfação, segundo dados divulgados recentemente. A pesquisa, realizada pela Marist, entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2026, revelou que 56% dos entrevistados desaprovam sua política externa, indicando uma crescente preocupação pública sobre a direção do engajamento dos EUA no cenário global e as prioridades do presidente.

Essa queda na aprovação não apenas destaca desafios pessoais para Trump, mas também sugere um possível descontentamento que poderia se refletir nas próximas eleições. Assuntos internacionais, que incluem a intervenção militar dos EUA na Venezuela e as controvérsias em torno da Groenlândia, dominaram o ciclo de notícias e geraram perguntas sobre a adequação das estratégias de Trump. Entre os entrevistados, muitos expressaram desapontamento, não apenas com a política externa, mas com a administração em geral.

Um dos comentários que surgiram sobre a pesquisa ressalta como a insatisfação pode levar à desilusão dos próprios apoiadores de Trump, citando o exemplo de um eleitor que votou repetidamente nele, mas que afirmou não o apoiar mais devido às suas decisões de política externa. Isso revela um padrão em que eleitores antes leais podem estar reconsiderando suas posições, à medida que mudanças nas circunstâncias mundiais afetam suas vidas de forma mais direta.

Adicionalmente, muitos críticos enfatizam que a popularidade de Trump não deve ser um fator isolado na análise de sua eficácia como líder. A conexão entre a política externa e a economia doméstica em tempos de alta inflação e preocupação com o desemprego ressoam fortemente com a população. Outras preocupações não abordadas pela pesquisa principal incluem a fragmentação social, que muitos acreditam ser exacerbada pela comunicação moderna e a prevalência de desinformação nas mídias sociais.

A influência da mídia na percepção pública da política externa de Trump também é um tema recorrente entre os comentaristas, que alertam para o impacto negativo que a manipulação da informação pode ter nas decisões dos cidadãos. Com a concentração de poder nas mãos de poucos magnatas da comunicação, a maneira como as notícias são filtradas e apresentadas pode moldar drasticamente a opinião pública e as respostas políticas. Alguns analistas afirmam que, enquanto o descontentamento cresce, ações mais drásticas da administração podem ser aguardadas, citando uma tendência histórica de líderes em crise de popularidade adotarem medidas mais extremas para se manterem no poder.

Entre os apoiadores de Trump, a insistência na continuidade de seu estilo de governança também se destaca. Eles percebem que, mesmo em um cenário de baixa aprovação, a figura central da sua administração continua a ter um público que resiste a qualquer crítica que não esteja alinhada com suas convicções. Isso levanta questões sobre a viabilidade de futuras estratégias políticas, especialmente dada a polarização acentuada do cenário político americano, que apresenta uma luta contínua não apenas entre partidos, mas entre visões mundiais diametralmente opostas.

As evidências de descontentamento, embora alarmantes para a administração, podem não traduzir uma mudança imediata nas afinidades eleitorais, pois muitos eleitores continuam a crer que as alternativas apresentadas pelos opositores são ainda menos satisfatórias. Essa percepção pode criar um ciclo vicioso, onde a administração enfrenta pressão para se reinventar, mas que ao mesmo tempo, teme perder sua base de apoio, perpetuando uma abordagem que resiste a mudanças necessárias.

Os efeitos dessa desconfiança no governo também podem se estender a áreas como a assistência social e políticas de imigração, onde um descontentamento que transcede as questões de política externa pode indicar uma vontade de reavaliar totalmente tanto a execução doméstica quanto a política internacional de forma mais integral. Isso sugere que, à medida que a desconfiança aumenta, pode haver uma chamada mais forte por maior responsabilidade e sensibilidade nas ações da administração.

Diante deste novo cenário, tanto observadores quanto cidadãos enfrentam a expectativa de próximos passos. As escolhas do presidente nas intercorrências de sua política externa e sua capacidade de reconquistar a confiança do público nos meses que antecedem as eleições apresentam-se como um desafio significativo. Com o olhar atento dos americanos sobre a atuação de Trump, tanto em sede interna como no panorama global, a evolução da sua administração poderá determinar não apenas seu futuro político, mas também as direções nas quais o país poderá ser conduzido nos anos vindouros.

Fontes: Newsweek, CNN, The Washington Post

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano, conhecido por ter sido o 45º presidente dos Estados Unidos, de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. Antes de sua carreira política, ele era um magnata do setor imobiliário e uma figura proeminente na mídia, famoso por seu programa de televisão "The Apprentice". Durante sua presidência, Trump implementou políticas controversas em diversas áreas, incluindo imigração, comércio e política externa, gerando tanto apoio fervoroso quanto forte oposição.

Resumo

A aprovação do presidente Donald Trump em relação à sua política externa caiu para 37%, o menor nível desde seu retorno ao cargo, segundo pesquisa da Marist realizada em janeiro de 2026. Com 56% dos entrevistados desaprovando sua abordagem internacional, cresce a preocupação pública sobre o engajamento dos EUA no cenário global. Essa insatisfação pode impactar as próximas eleições, especialmente com questões como a intervenção na Venezuela e as controvérsias sobre a Groenlândia em destaque. Comentários indicam que até mesmo eleitores leais estão reconsiderando seu apoio, refletindo um descontentamento que vai além da política externa. Críticos ressaltam que a popularidade de Trump não deve ser o único critério para avaliar sua liderança, já que a conexão entre política externa e economia doméstica é crucial. A influência da mídia na percepção pública também é um tema recorrente, com analistas prevendo que a administração pode adotar medidas mais drásticas em resposta ao descontentamento crescente. A expectativa é de que as escolhas de Trump nos próximos meses sejam decisivas para seu futuro político e para a direção do país.

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