14/05/2026, 18:02
Autor: Laura Mendes

No último dia 1 de outubro de 2023, a British Vogue lançou uma nova edição em que a modelo sudanesa Anok Yai aparece ao lado de seus pais em um ensaio fotográfico que vem gerando opiniões divergentes entre os amantes da moda. Fotografado por Rafael Pavarotti, o trabalho apresenta Yai e sua família em um conceito artístico que mescla iluminação contrastante e vestuário de alta moda, despertando tanto admiração quanto críticas sobre a representação da pele escura da modelo.
Anok Yai, que ganhou notoriedade após ser descoberta no festival de Coachella em 2017, é amplamente reconhecida por sua impressionante beleza e presença de palco. Desde então, ela tem sido um símbolo de diversidade e inclusão no mundo da moda. O fotoshoot da Vogue marca um momento significativo em sua carreira, permitindo que ela compartilhe o espaço com seus pais, que são descritos pelos comentaristas como igualmente belos e dignos de sua própria atenção como modelos. A conexão familiar traz uma emoção adicional ao projeto, com muitos se perguntando como seria ser parte de uma família que gera uma mulher considerada uma reencarnação de deidades da beleza clássica.
Nos comentários, muitos fãs expressaram a emoção de ver Anok Yai com seus pais, enfatizando o quão impressionante é a genética que resulta em uma beleza tão incomum. “Imagine ser os pais dela. Saber que uma mulher que poderia ser seriamente uma reencarnação de Afrodite veio de você e da sua outra metade. Quero dizer, apenas olhe para ela. Irreal!” admirou um dos comentaristas, capturando a essência do que muitos pensarão sobre este ensaio.
No entanto, o ensaio não está isento de controvérsias. Algumas opiniões se concentram na crítica à forma como a iluminação foi utilizada, que, em alguns casos, resulta em um efeito que obscurece a pele encantadora da modelo. Um comentário crítico mencionou que “ela parece uma silhueta preta” em algumas fotos, levando a debates sobre a responsabilidade dos fotógrafos e da indústria da moda em destacar a beleza dos modelos de pele negra de maneira a celebrar suas características sem reduzi-los a sombras.
A iluminação forte em certas imagens gerou uma percepção de que, embora o conceito artístico tenha sido bem-intencionado, a execução falhou em atingir o objetivo de realçar a beleza única de Yai, levando alguns a lamentar que este estilo já esteja excessivamente explorado na fotografia contemporânea. “Estou começando a realmente não gostar de fotografia onde pessoas se esforçam para esconder modelos negros," observou um comentarista, argumentando que as poses e a abordagem utilizada poderiam ter sido mais benéficas, tanto para a modelo quanto para a importante discussão sobre representação na moda. “A fotografia, quando bem executada, deveria mostrar a beleza em todas as suas formas, em vez de transformar uma pessoa em uma sombra,” completou.
Outros, no entanto, estavam encantados com a profundidade artística do foto shoot, descrevendo-o como uma obra-prima. “Você nunca mais vê arte assim em revistas,” afirmou um usuário, enfatizando a ideia de que as fotos parecem “pinceladas” em uma tela vibrante. Eles exclamaram que a escolha de cores e a composição mostra um talento incomum tanto do fotógrafo quanto da modelo.
O ensaio questiona o que é considerada beleza e a necessidade de um olhar mais inclusivo e diversificado na fotografia de moda. À medida que o mundo da moda continua a percorrer um caminho em direção a uma representação mais ampla, trabalhos como o de Anok Yai são fundamentais para estimular essa conversa. Ele insta os consumidores e criadores de conteúdo a refletirem sobre suas perspectivas e a aceitarem diferentes definições de beleza, as quais não seguem apenas padrões tradicionais.
O impacto dessa sessão de fotos transcende a capa da revista. Ela serve como um reflexo das mudanças sociais e culturais que estão moldando a indústria da moda, destacando a importância de celebrar a diversidade e a individualidade. Independentemente das críticas, a presença de Anok Yai com seus pais representa um passo em direção a um setor mais inclusivo, onde a beleza é reconhecida em sua forma mais pura e única.
Fontes: British Vogue, artigos sobre fotografia de moda, reportagens sobre diversidade na moda
Detalhes
Anok Yai é uma modelo sudanesa que ganhou destaque após ser descoberta no festival de Coachella em 2017. Desde então, ela se tornou um ícone de diversidade e inclusão na indústria da moda, sendo reconhecida por sua beleza impressionante e presença de palco. Yai tem trabalhado com diversas marcas renomadas e é frequentemente elogiada por sua capacidade de desafiar os padrões tradicionais de beleza.
Resumo
No dia 1 de outubro de 2023, a British Vogue lançou uma edição com a modelo sudanesa Anok Yai e seus pais, em um ensaio fotográfico que gerou opiniões divergentes. Fotografado por Rafael Pavarotti, o trabalho combina iluminação contrastante e vestuário de alta moda, gerando tanto admiração quanto críticas sobre a representação da pele escura de Yai. Desde sua descoberta no festival de Coachella em 2017, Anok se tornou um símbolo de diversidade na moda. O ensaio destaca a conexão familiar e a beleza única da modelo, mas também suscita debates sobre a responsabilidade da indústria em representar modelos de pele negra. Críticos apontaram que a iluminação em algumas fotos obscureceu a beleza de Yai, enquanto outros elogiaram a profundidade artística do trabalho. O ensaio questiona as definições de beleza e a necessidade de uma representação mais inclusiva na fotografia de moda, refletindo mudanças sociais que buscam celebrar a diversidade e a individualidade.
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