Amom propõe reforma política que elimina salários de vereadores

O deputado Amom anunciou uma proposta de emenda constitucional que transforma vereadores em conselheiros sem remuneração, visando a eficiência no legislativo.

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13/04/2026, 16:14

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma reunião de vereadores em uma pequena cidade, com um ambiente austero e despojado, mostrando uma mesa com papéis e um projetor exibindo gráficos simples. A cena deve transmitir um ar de seriedade e ao mesmo tempo uma crítica ao contexto da política local, com elementos que sugiram discussões acaloradas sobre a transformação de vereadores em conselheiros sem salário.

No dia de hoje, o deputado Amom apresentou uma proposta de emenda constitucional (PEC) que, se aprovada, mudará radicalmente o cenário da política municipal no Brasil. A proposta visa transformar vereadores em conselheiros sem salário, eliminando a remuneração fixa para esses representantes públicos nas cidades com até 30 mil moradores. A PEC sugere a substituição do pagamento tradicional por uma ajuda de custo a cada sessão realizada, buscando, segundo Amom, aumentar a eficiência do legislativo local e garantir maior fiscalização da atividade parlamentar.

Embora a proposta tenha gerado reações diversas, muitos argumentam que a medida representa uma opção controversa. Há aqueles que apoiam a ideia, considerando que as câmaras municipais em muitos municípios são ineficazes, enquanto criticos levantam questões sobre como a ausência de uma remuneração fixa pode afastar cidadãos competentes do cargo e abrir espaço para a corrupção. Um dos comentaristas destacou: "Parece uma solução superficial para um problema profundo; o que precisamos é de uma reforma abrangente que não apenas mude a forma de remuneração, mas que incentive a participação genuína da sociedade".

Além disso, a proposta adota uma abordagem automatizada para o sistema de repasse de recursos, que seria feita sem a análise do Poder Executivo. Esse aspecto gerou ceticismo entre alguns especialistas, que veem o risco de descontrole na administração pública. A relação entre a proposta de Amom e a segurança das minorias no legislativo é outra questão levantada, pois críticos se perguntarão como a remoção de salários pode realmente beneficiar segmentos da população muitas vezes marginalizados no espaço político.

Tais transformações também são vistas como um passo rumo ao que alguns descrevem como o fim do "político profissional" no Brasil, proposta que, embora atraente para alguns, suscita preocupações sobre a capacidade de pessoas comuns de se candidatarem e participarem da política enquanto sustentam outros empregos. Um comentarista expressou: "A prática pode acabar punindo aqueles que são honestos e trabalham em paralelo. Politizar o voluntariado pode não ser a solução que esperávamos".

A discussão sobre a necessidade de eliminar o mandato múltiplo também foi tocada, com sugestões de que deveria haver limite de reeleições para trava a perpetuação do poder e a formação de dinastias familiares no legislativo. “Nós precisamos realmente de um sistema que impeça os mesmos rostos de se reelegerem indefinidamente, tornando a política um espaço mais inclusivo”, afirmou um dos membros envolvidos na discussão proposta por Amom.

Outros sugeriram que, em vez de eliminar salários e remunerações, a solução para os problemas da administração pública deveria ser a implementação de conselhos de cidadãos e o fortalecimento das organizações comunitárias. A ideia é que a participação cívica ativa, em conjunto com a transparência nas finanças públicas, poderia trazer a verdadeira mudança necessária nas administrações municipais, especialmente em áreas mais distantes das grandes cidades.

Muitos dos cidadãos das regiões menos favorecidas ainda se encontram preocupados com a potencial exclusão de representatividade, uma situação que pode surgir por conta da mudança no financiamento das atividades legislativas. "Tanto esforço poderia resultar apenas no abandono de regiões que já não são atendidas como deveriam", ponderou outro participante.

As implicações de uma política que efetivamente retira a remuneração dos vereadores geram preocupações em relação à desigualdade e ao acesso à política. O debate em torno da proposta de Amom revela não apenas um conflito entre diferentes visões de gestão e representação, mas também uma reflexão mais ampla sobre a natureza da política em um país cuja história é marcada pela corrupção e desigualdade social.

Vários especialistas em gestão pública recomendam um olhar crítico sobre a proposta e suas possíveis consequências, alertando que a intensidade da mudança nas regras de participação e representação deve ser cuidadosamente avaliada. “É preciso garantir que uma reforma dessa magnitude realmente beneficie a população e não crie novas formas de exclusão política”, comentou um sociólogo especialista em administração pública que acompanha as movimentações legislativas.

Assim, a proposta de transformação dos vereadores em conselheiros sem salário suscita uma ampla gama de reações e questionamentos que reverberam pela política brasileira, ressaltando a necessidade de soluções mais estruturais e que olhem para a realidade das administrações municipais e o papel que a sociedade pode desempenhar nesse cenário. Os impactos que uma reforma desse porte trará aos municípios pequenos e a potencial marginalização de setores menos favorecidos ainda é um convite ao debate, enquanto as propostas de Amom seguem ganhando destaque nas pautas legislativas do país.

Fontes: Agência Brasil, Folha de São Paulo, O Globo

Resumo

O deputado Amom apresentou uma proposta de emenda constitucional (PEC) que visa transformar vereadores em conselheiros sem salário nas cidades com até 30 mil habitantes. A proposta sugere substituir a remuneração fixa por uma ajuda de custo por sessão, com o objetivo de aumentar a eficiência do legislativo local. Embora alguns apoiem a ideia, críticos alertam que a ausência de um salário fixo pode afastar cidadãos qualificados e abrir espaço para a corrupção. Além disso, a proposta inclui um sistema automatizado de repasse de recursos, o que gera ceticismo entre especialistas sobre a administração pública. A discussão também abrange a necessidade de limitar mandatos e a implementação de conselhos de cidadãos, com o intuito de promover uma participação cívica mais ativa. As preocupações sobre a desigualdade e a exclusão de representatividade são centrais no debate, com especialistas recomendando uma avaliação crítica das possíveis consequências da proposta. A transformação proposta por Amom suscita reações diversas e destaca a necessidade de soluções estruturais para as administrações municipais.

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