Aliya Rahman é presa durante discurso do Estado da União de Trump

Durante o recente discurso do Estado da União de Donald Trump, a ativista Aliya Rahman foi presa por supostamente protestar, levantando questões sobre liberdade de expressão.

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26/02/2026, 05:41

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cena intensa do discurso do Estado da União, com a ex-Presidente Donald Trump no palco, enquanto a convidada Aliya Rahman é retirada da sala. A imagem captura a tensão no ar, com a polícia do Capitólio em ação e espectadores surpresos em segundo plano, criando um ar dramático e de censura que contrasta com a festividade usual do evento.

No dia 7 de fevereiro de 2023, um incidente controverso ocorreu durante o discurso do Estado da União do ex-presidente Donald Trump, quando Aliya Rahman, uma ativista convidada, foi presa após se recusar a se sentar enquanto o presidente falava. O episódio gerou uma onda de críticas e discussões sobre liberdade de expressão e as regras que regulam a conduta durante eventos legislativos. Segundo a polícia do Capitólio, a prisão se deu porque Rahman "começou a demonstrar", desrespeitando as normas do evento. As autoridades afirmaram que era ilegal interromper o Congresso e que todos os convidados deveriam manter uma postura respeitosa enquanto assistiam ao discurso.

A situação levantou questões sobre a aplicação seletiva das regras, especialmente em um momento em que muitos apontaram que membros republicanos presentes no evento eram vistos aplaudindo e demonstrando de forma ativa em apoio às falas de Trump. Um comentarista ressaltou que a prisão de Rahman se assemelhava a um "espetáculo de palhaçadas políticas", afirmando que o público deveria ser capaz de expressar dissentimento sem medo de sanções. "As regras parecem ser aplicadas de maneira desigual. Quando os republicanos se levantam, isso é liberdade de expressão, mas se a oposição faz o mesmo, é motivo para prisão?", questionou um dos comentaristas.

Rapidamente, o incidente ganhou atenção nas mídias sociais e em outras plataformas de notícias, com vários críticos de Trump avaliando o ocorrido como um exemplo de censura e repressão política. Outros defendiam que a polícia do Capitólio estava simplesmente seguindo as normas estabelecidas para garantir a ordem durante um evento de grande importância. "Eles rapidamente tomaram uma atitude, pois sabiam que o ambiente é delicado. Ao se levantar, Rahman não estava apenas expressando uma opinião, mas potencialmente colocando em risco a ordem do evento", disse um analista político.

Entretanto, muitos não se sentiram convencidos pela justificativa da polícia. Um dos comentários mais furiosos postados revelou a frustração em torno do que foi visto como uma abordagem hipocrática por parte das autoridades. Ironizando a situação, o comentarista expressou um desejo de "ficar de pé e sentar a cada instante, apenas para desafiar a fiscalização". A ideia de que o protesto pacífico tinha sido suprimido enquanto os mesmos que apoiaram ou fizeram vista grossa a ações mais disruptivas de membros do partido rival permaneciam livres provocou indignação entre aqueles que observaram o ocorrido.

Além disso, o evento ressaltou a vulnerabilidade daqueles que se alinham com a oposição política em um ambiente cada vez mais polarizado. Rahman, que é descrita como uma mulher com deficiência, tinha sido alvo de represálias e segregação em momentos anteriores, conforme revelado por comentaristas que conectaram sua prisão com eventos passados. Este aspecto do incidente foi citado como uma representação clara da luta de ativistas que frequentemente enfrentam obstáculos para se manifestar em atos públicos.

Os defensores da ativista também aproveitaram a oportunidade para explorar tópicos mais amplos de injustiça e liberdade de expressão nos Estados Unidos. Com a perspetiva de que todo cidadão deveria poder manifestar seu descontentamento, independentemente das circunstâncias ou da ocasião, o caso foi visto como um reflexo do estado atual da política americana, onde a dissidência frequentemente é tratada com hostilidade.

Com a repercussão, é evidente que o ato de prisão não apenas se transformou em uma narrativa emocional, mas também em um simbolismo sobre a luta mais ampla pela liberdade e os direitos civis. "Se ela não tivesse sido presa, provavelmente não estaríamos ouvindo sobre ela agora. A reação exagerada parece ter criado mais publicidade para a causa", comentou um observador da cena. O fenômeno que agora se conhece como "efeito Streisand" é um eco claro sobre os riscos que envolvem censura não intencionada.

Diante das complexas camadas que emergem dessa situação, fica a pergunta: até que ponto a liberdade de expressão pode ser exercida em contextos onde o poder político se sente ameaçado? Este incidente, portanto, representa não apenas um ato isolado, mas uma reflexão sobre as natruzas da governança moderna e a interseção de direitos pessoais com a ordem pública.

Fontes: CNN, The New York Times, Reuters

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano que serviu como o 45º presidente dos Estados Unidos de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. Conhecido por seu estilo controverso e políticas polarizadoras, Trump é uma figura central no Partido Republicano e continua a influenciar a política americana. Seu mandato foi marcado por debates acalorados sobre imigração, comércio e relações exteriores, além de um impeachment em 2019 e outro em 2021.

Aliya Rahman

Aliya Rahman é uma ativista conhecida por seu trabalho em defesa dos direitos civis e da liberdade de expressão. Ela se destaca por sua luta em prol de questões sociais e políticas, frequentemente enfrentando desafios significativos devido à sua condição de deficiência. Rahman tem sido uma voz ativa em protestos e eventos que abordam injustiças sociais, buscando promover um diálogo sobre a inclusão e os direitos humanos.

Resumo

No dia 7 de fevereiro de 2023, durante o discurso do Estado da União do ex-presidente Donald Trump, a ativista Aliya Rahman foi presa por se recusar a se sentar, gerando debates sobre liberdade de expressão e normas em eventos legislativos. A polícia do Capitólio justificou a prisão alegando que Rahman "começou a demonstrar", desrespeitando as regras do evento. O incidente levantou críticas sobre a aplicação desigual das normas, já que membros republicanos aplaudiam ativamente Trump sem consequências. A situação rapidamente se espalhou nas mídias sociais, com muitos a considerando um exemplo de censura política. Defensores da ativista argumentaram que o protesto pacífico foi suprimido, enquanto ações disruptivas de apoiadores de Trump foram ignoradas. A prisão de Rahman foi vista como um símbolo da luta pela liberdade de expressão nos Estados Unidos, refletindo a polarização política atual. Observadores notaram que a reação exagerada à sua manifestação pode ter amplificado sua causa, levantando questões sobre os limites da liberdade de expressão em contextos políticos.

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